Debate sobre a gordofobia no Brasil

Enviada em 19/10/2021

As primeiras ideias de padrões estéticos surgiram na Grécia antiga, onde o modelo de beleza teve que se combinar harmoniosa e proporcionalmente, valorizando as medidas de proporções. Da mesma forma, os brasileiros contemporâneos, por meio de sua visão do “corpo perfeito” e da pressão estética, avaliando as proporções para determinar o que deve ou não ser aceito.

Em uma primeira análise, a idealização da perfeição corporal, imposta principalmente pela mídia, agrava o quadro de fobia de gordura e preconceito contra pessoas com sobrepeso no Brasil. A busca pelo corpo praticamente inacessíveis são expostos diariamente na televisão e nas redes sociais, transmitindo a ideia de que corpos esguios são ideais para incluir padrões dessas pessoas.

Em uma segunda análise, uma imposição da magreza tende a segregar pessoas obesas. A gordofobia é uma das principais consequências das modelos. Esses preconceitos se manifestam tanto pelo crime direto quanto pela exclusão social. Nesse contexto, vale a pena analisar que o “corpo perfeito” é manifestamente impossível de ser alcançado, o que acarreta sérias consequências para quem deseja alcançar a beleza que a sociedade impõe.

Portanto, são necessárias para acabar com esse problema. O papel da mídia é apresentar campanhas, novelas e outros programas de televisão que apresentem todos os tipos de corpos para que a ideia de perfeição física seja desconstruída. O Ministério da Educação em colaboração com as escolas devem realizar palestras e debates sobre a aceitação do corpo para que os alunos possam ver a beleza da sua verdadeira fisionomia. Com esses atos será possível garantir cidadania e igualdade para todos.