Debate sobre a gordofobia no Brasil
Enviada em 19/10/2021
O escritor Carlos Drummond de Andrade, em seu poema “No meio do caminho”, retrata, de modo figurado, os contratempos sofridos pelo ser humano em sua jornada. Analogamente, esse preceito assemelha-se à luta cotidiana de indivíduos acima do peso, visto que sofrem com preconceitos recorrentes. No entanto, ainda não existem políticas eficazes contra esse tipo de discriminação, a qual prejudica física e mentalmente essas pessoas. Em primeiro lugar, é preciso destacar a ausência de medidas governamentais para combater os ataques frequentes às pessoas com obesidade, já que, levando em conta a demanda crescente das cirurgias plásticas, essas situações podem acarretar em mortes, tanto por conta dos procedimentos estéticos, tanto como pela depressão e ansiedade, estimulados por comentários gordofóbicos.
Outrossim, a baixa operação das redes educacionais em relação à pressão estética também pode ser apontada como promotora do problema. Um dado da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), deixa em evidência a escassez de medidas para auxiliar os que estão acima do peso, pois apenas 58% destes não passaram por preconceitos entre os homens, e os índices femininos são ainda piores. Em suma, é necessário a reformulação estatal urgente.
Fica clara, portanto, a necessidade de uma ampliação da legislação atual, a fim de garantir maior suporte e reduzir as taxas de gordofobia no Brasil. Assim, o Tribunal de Contas da União deve direcionar capital, que, por intermédio do Ministério da Educação, será convertido em ações para educar os jovens nas escolas, visando levar conhecimento sobre os riscos de fazer comentários acerca do corpo de alguém e estimular a empatia, por meio de exercícios colaborativos. Além disso, é preciso focar na abordagem de forma compreensível e responsável, a fim de construir um sistema seguro e equilibrado para todos.