Debate sobre a gordofobia no Brasil

Enviada em 19/10/2021

Ignorância, preconceito, padrão de beleza. Essas são algumas palavras que, infelizmente, definem as principais causas da gordofobia no Brasil. Sabendo disso, é preciso pôr em destaque as inevitáveis ​​consequências advindas desse problema: a banalização de preconceitos direcionados a parcela da população obesa e a ausência de auxílio por parte do governo para com esses cidadãos.

Em primeiro plano, a popularização do estigma e de ideias preconcebidas acerca das pessoas acima do peso já se mostra presente em diversas manifestações sociais. Nesse sentido, é possível afirmar que, na medida que manifestações sociais gordofóbicas aumentam, maior é a tendência dessa parcela populacional sofrer discriminações e desrespeitos apenas por conta de sua aparência física. Portanto, torna-se evidente a necessidade de uma maior presença estatal para coibir esse tipo de declaração.              Ademais, presencia-se, no Brasil, um elevado uso de veículos de comunicação em massa para disseminar o ódio contra qualquer tipo de grupo minoritário. No ano de 2018, por exemplo, é notório saber que o atual presidente aproveitou-se de diversos elementos midiáticos para fazer declarações discriminatórias, como quando disse ”As minorias devem se curvar as maioresias”. Logo, note-se que não há nenhum empenho significativo do governo federal em dar voz a esses grupos, pelo contrário, evidencia-se, através dessas declarações, um padrão de comportamento governamental que visa restringir, ainda mais, o poder político dessas pessoas, incluindo o dos gordos.

Diante disso, é notória a urgência para que a gordofobia seja extinta do senso comum brasileiro. Para tal, é imprescindível que o Ministério da Educação (MEC), por ser o principal responsável por delimitar quais conteúdos devem ser ensinados às crianças e aos jovens brasileiros, conscientize o quão prejudicial é, para a humanidade, existir um povo que odeia minorias. Isso deve ser feito por meio da criação de uma matéria obrigatória para todas as escolas do Brasil, a qual desenvolva sentimentos de empatia e amor ao próximo em todos os estudantes. Assim, as futuras gerações serão muito menos preconceituosas e, finalmente, o famigerado mito do “brasileiro cordial” se concretizará.