Debate sobre a gordofobia no Brasil

Enviada em 25/10/2021

Preconceito, padrão de beleza e a questão da saúde, essas palavras infelizmente definem as principais causas de gordofobia no Brasil. Nesse sentido, fica nítida a gigantesca ausência do debate sobre essa opressão no país e a busca por soluções que auxiem as vítimas dessa estrutura, tanto por parte governamental, tanto pela sociedade.

Em primeiro lugar, é válido destacar que, apartir de uma pesquisa realizada pelo Ibope em Setembro de 2017, a gordofobia é um fator presente em 92% dos brasileiros. A discriminação de origem no padrão de beleza criado e sustentado pela moda e a mídia e imposto na em sua totalidade na vida social, corroboram por inúmeros eventos negativos na vida das pessoas cujos os corpos são subjulgados: bullying e exclusão em locais de lazer, estudo e trabalho; dificuldades para arrumar emprego; descaso por parte de médicos em consultas; desenvolvimento de ansiedade e depressão; dentre outros. Além disso, nota-se que o debate sobre a saúde é pautado também pelo padrão de beleza e não pela questão médica. A gordura e a estética corporal não são sinônimos de problemas e enfermidades. A obesidade (que é o acumulo de excessivo de gordura) pode trazer doenças mas é necessário avaliação de profissionais e não julgamentos e sensos comuns ofensivos associando tópicos que não têm nada haver. Ademais, esses tipos de associação, só atrapalham e posteriormente negam o debate sobre a questão da saúde, reforçando a tamanha gordofobia contida no mesmo. Analisando a não intervenção do estado (órgão responsável pelo-bem estar de toda a população) para com essa opressão, é identificado a destruição das palavras justiça, democracia e igualdade, tanto exaltadas na Constituição Federal Brasileira.

Portanto, é de enorme necessidade que seja promovido campanhas criadas pelo MEC (Ministério da Educação) de auxílio às vítimas do preconceito, introduzidas na sociedade, através da mídia, escolas e discussões públicas. Deve também ser promovido reformas e regulamentação nos veículos de comunicação em massa e na indústria da moda por parte do governo, que impessam a disseminação e reprodução de ideiás gordofóbicos e antigos padrões de beleza, reforçando o combate à opressão. Sob o mesmo ponto de vista, o estado deve criar campanhas de inclusão no mercado de trabalho nos setores privados e setores públicos, apartir do dinheiro público . O debate sobre a gordofobia no Brasil tem que fazer parte do cotidiano.