Debate sobre a gordofobia no Brasil

Enviada em 29/10/2021

Tolerância, o alimento da Educação.

No filme o “Amor é Cego” é relatada a história de Hal, um homem que só namora mulheres atraentes fisicamente, no entanto, ao encontrar-se com um guru que o hipnotiza, Hal passa a ter atração por garotas antes ignoradas. Dessa maneira, tal ficção relaciona-se com a realidade uma vez que, o preconceito difundido na sociedade brasileira com formas diferentes de corpos, bem como a ideologia de um corpo magro ser sinônimo de saúde, tornam a gordofobia uma problemática grave no cenário nacional.

A princípio, convém ressaltar que a repulsão a pessoas com sobrepeso é algo enraizado no comportamento da população brasileira. Tal fato comprova-se pela pesquisa realizada pelo Ibope, constatando que a gordofobia está presente em 92% da rotina dos brasileiros. Entre os entrevistados, 89% afirmaram que usaram ou já ouviram a palavra gordo sendo aplicada de forma pejorativa, e outros 8% admitiram ser gordofóbicos. Logo, a educação de muitos indivíduos, liga-se intrinsicamente a predefinições equivocadas a respeito de padrões de saúde e beleza estarem presente apenas em corpos sarados e bronzeados.

Nesse sentido, o conceito de bem-estar e formosidade, liga-se diretamente aqueles capazes de dedicar grande parte de seu tempo para academia, ou que possuem rotinas de alimentação rigorosas. Dessa forma, submissos a estigmas sociais, quase inquebráveis, pessoas com sobrepeso não conseguem buscar uma melhor perspectiva de vida. Diante dessa premissa, escritora americana Helen Keller afirma “o resultado mais sublime da educação é a tolerância”. Por conseguinte, é necessário que tais estereótipos sejam rompidos, para suceder a tolerância de diferentes corpos, raças, sexualidade, pois, antes de seres humanos é importante ser humano.

Portanto, para romper esse ciclo vicioso o Ministério da Educação deve, por meio de palestras em escolas e faculdades, cotando com o apoio de psicólogos e nutricionistas, alertar sobre o preconceito com pessoas com sobrepeso, como também estes profissionais devem ficar à disposição na secretaria das escolas, ao menos uma vez por semana, para que alunos com problemas possam procurar ajuda de forma mais particular. Outrossim, o Governo Federal aliado ao Ministério da Segurança Pública, precisa organizar delegacias especializadas em casos de preconceito, divulgando o contato da mesma em todas as esferas de comunicação. Assim, o Brasil poderá deixar de ser um país de beleza superficial.