Debate sobre a gordofobia no Brasil

Enviada em 26/10/2021

Em 2019, a atriz Cleo Pires sofreu ataques gordofóbicos por meio de comentários nas suas postagens. Com o avanço da tecnologia e o crescente uso das redes sociais, a gordofobia vem se tornado mais comum. As duas principais causas do preconceito contra pessoas gordas são os padrões de beleza impostos por grandes empresas e pela cultura de considerar o corpo magro como necessariamente saudável.

Primeiramente, muitas pessoas consideram que ter saúde é não estar acima do peso. O filme “O mínimo para viver”, disponível na Netflix, mostra a vida de uma menina que sofre de transtornos alimentares, o que faz com que ela seja estremamente magra. Mesmo não apresentando sobrepeso, ela tem diversos problemas de saúde decorrentes de sua alimentação, porém, o preconceito considera que somente gordos não são saudáveis, aumentando a forma pejorativa como são tratados. Assim, é necessário educar a população de que o importante é ser saudável, e não estar nos padrões estéticos.

Em segundo lugar, o padrão de beleza que vivemos hoje não considera corpos gordos como bonitos. Revistas e propagandas incentivam a ideia de que para ser belo é preciso ser magro pelo uso majoritário de modelos abaixo do peso. Assim, influenciados pela mídia, grande parte da população absorve essa ideia que problematiza pessoas gordas e a pressão sobre as mesmas aumenta. Essa pressão social de se encaixar no padrão estético faz com que muitas pessoas se frustrem e acabem com transtornos alimentares ou com problemas de autoestima.

Dessa forma, as empresas de moda, principais responsáveis pela divulgação de padrões estéticos, precisam democratizar o que é considerado belo por meio da contratação de pessoas acima do peso para comerciais de beleza. Desse modo, a pressão de se encaixar nesses padrões diminuiriam, assim como a gordofobia sofrida por pessoas acima do peso. Além disso, campanhas de educação alimentar deveriam ser divulgadas para ensinar sobre a relação entre saúde e peso.