Debate sobre a gordofobia no Brasil

Enviada em 26/10/2021

A gordofobia, preconceito que está presente em todo o mundo, passa muitas vezes despercebida. A cantora Adele, em uma estrevista de lançamento do seu segundo álbum, desabafou sobre como os diversos questionamentos que recebia em relação ao seu peso influenciaram em sua saúde psicológica e sua carreira musical. Nesse contexto, é importante enumerar o que leva esse preconceito a ser negligenciado e as formas de erradicá-lo.

Em primeira análise, a influência das redes sociais sobre as vidas dos usuários é algo indubitável e pode ser maléfico. Isso porque, com a hipervalorização de corpos e vidas “perfeitas” e inalcançáveis, contribui para o aumento da pressão estética, principalmente sobre as mulheres. Dessa forma, aqueles que não atendem aos padrões corporais estabelecidos por uma pequena parcela da sociedade acabam sendo excluídos e ridicularizados.

Em segunda análise, é possivel notar que muitas pessoas fazem a falsa analogia de que os corpos gordos estão associados à falta de saúde e de cuidado. Essa conclusão, promove uma humilhação ainda maior para os que se encontram acima do peso, e pode culminar na busca por soluções radicais, tais quais dietas extremas ou cirurgias invasivas, e até no desenvolvimento de doenças físicas e psicológicas, como a anorexia e a depressão. Portanto, é importante frizar que a saúde não está vinculada exclusivamente aos corpos magros e que o constante acompanhamento de profissionais de saúde que visam uma boa qualidade de vida é de suma importância, independente da aparencia física.

Portanto, a fim de que os problemas citados acima sejam solucionados, é necessário que as grandes empresas de moda brasileiras desenvolvam campanhas de valorização dos diversos tipos de corpos. Isso pode ser feito através de posts nas redes sociais que apoiem o movimento “Body positivity” (focado na aceitação de todos os corpos), além de uma maior valorização das modelos “plus-size”.