Debate sobre a gordofobia no Brasil
Enviada em 26/10/2021
Nas últimas décadas, a busca pelo “corpo padrão”, ou seja, ao corpo esteriotipado, vem sendo cada vez mais reprimido, com a chegada do “Movimento Corpo Livre”, os olhos da sociedade estão sendo diariamente mais abertos para enxergar que ser acima de um peso “ideal” não é sinônimo de doença, comer exagerado e desleixo.
Primeiramente, é preciso entender que nem sempre ser foi assim, até o século XX, ser gordo era sinônimo de riqueza, abundância, já que somente as pessoas mais ricas conseguiam comer ber o suficiente para engordar, os servos por trabalharem muito e comerem pouco, eram magros. Porém quando a Segunda Guerra Mundial acaba, o contexto muda, comida passa a ser mais abundante para as classes, aumentando as taxas de obesidade e criando campanhas para combater a mesma.
Porém, como consequência de uma cultura do emagrecimento, vieram diversos preconceitos, ainda no dia a dia brasileiro é comum ouvir frases como: “Cansada de não caber em suas roupas?”, “Se sentindo infeliz com seu corpo?” ou “Os/as homens/mulheres não te notem?”, e logo depois vir uma propaganda de algum produto para emagrecer.
Ademais, uma pessoa obesa muitas vezes não consegue comprar roupas do seu tamanho ou de seu agrado, já que as lojas são todas voltadas para pessoas magras, mesmo uma a quatro pessoas sendo gordas. Sentar em locais públicos vira desafios, já que as cadeiras normalmente disponibilizadas não são acessiveis, ou são, mas somente para cidadãos magras.
Portanto, é preciso mudar as cidades para que indivíduos obesos, possam usufruir de seu direito de ir e vir, uma forma de fazer isso acontecer é junto com a prefeitura local, aumentar a verba para mobilidade urbana , de modo à promover conforto e liberdade, promover desde a educação infantil aulas e estudos que descontrua os padrões sobre o ganho de peso e crie uma sociedade mais equalitária.