Debate sobre a gordofobia no Brasil

Enviada em 27/10/2021

Os quadrinhos “Turma da Mônica”, de Maurício de Souza, introduzem uma temática, mesmo que em segundo plano, de bullying e desrespeito, abordando, também, o preconceito por intermédio do peso. Fora da ficção, é notório que a obra possui, infelizmente, verossimilhança no que tange a um tema de alta relevância na sociedade brasileira do século vinte e um: os debates sobre a gordofobia. Diante desse cenário, é urgente afirmar que a ineficácia governamental e a falta de educação na questão são fatores que dão manutenção para essa discriminação citada.

Nesse contexto, fica evidente que o governo federal, como maior órgão do país, tem a função de promover a mudança necessária no tema, conquanto, ele não a faz. De acordo com a Constituição Federal de 1988, é constitucionalmente ilegal praticar atos discriminatórios pois, na teoria, todos são iguais e não há distinção entre nenhum cidadão brasileiro . Outrossim, é pertinente ressaltar que esse direito está apenas ligado ao âmbito legal, pois, como demostrado pelo veículo de comunicação “Veja”, quase 40% da população brasileira sofre com a gordofobia presente na sociedade brasileira atual, demostrando, dessa forma, um problema socioeducacional que fere 4 a cada 10 pessoas. Em suma, fica evidente que as dinâmicas políticas e legais não conseguem barrar a manutenção da gordofobia no Brasil, trazendo, sobretudo, problemas no bem estar populacional.

Ademais, é necessário entender que instruir a população é de suma relevância na problemática em debate. Nessa ótica, observa-se que nos quadrinhos “Turma da Mônica”, Mônica é uma garota constantemente xingada com inúmeros apelidos gordofóbicos e discriminatórios, tais como “Baleia”, “Gordinha” ou, até mesmo, “Redonda”, ferindo-a muito no que diz respeito à sua autoestima. Logo, fica evidente que essas discriminações são extremamente prejudiciais no dia a dia de quem as sofre, danificando, constantemente, a saúde mental dos agredidos. Nesse sentido, é imperativo que a instrução na temática em debate é um possível método de resolução, haja vista que, segundo Nelson Mandela, a educação é a arma mais poderosa para lutar contra todos os problemas.

Destarte, em vista dos fatos supracitados, é notória a necessidade de intervenção. Logo, a fim de diminuir os casos de gordofobia no país, urge ao Ministério da Educação instruir e engajar a população no combate as discriminações da sociedade atual, por meio de propagandas em veículos de comunicação. Isso pode ocorrer, por exemplo, com ajuda de profissionais competentes na área socioeducacional e pedagógica, com o intuito de educar e aderir ainda mais pessoas nessa luta. Por fim, espera-se tanto uma melhora na luta contra as discriminações populacionais errôneas, quanto que os casos de Mônica, da “Turma da Mônica”, deixem de ocorrer.