Debate sobre a gordofobia no Brasil
Enviada em 27/10/2021
No filme “Dumplin”, assistimos a uma contraditória relação mãe-filha.O excesso de peso da filha transformou-se em ressentimento entre as duas, que aos poucos foi disfarçando a fobia de obesidade formada em nossa cultura. Fora do romance, a realidade apresentada não é diferente, pois o debate brasileiro sobre a fobia à obesidade é superficial e subestimado. Isso não se deve apenas ao preconceito quase inato na sociedade, mas também às altas exigências de beleza no mundo.
Sob esse preconceito, é importante enfatizar que a discriminação relacionada em nossos comportamentos e pensamentos leva diretamente a um alto índice de obesidade, portanto, também pode levar ao estresse e outros problemas mentais nas vítimas. Essa realidade caótica viola o artigo 6º da Constituição Federal, que estipula que o governo federal tem a responsabilidade de proteger a saúde e o lazer de todos.
Portanto, a sociedade colocou a beleza e a vaidade acima da saúde física, emocional e mental das pessoas cujo peso é maior do que o “aceitável”. Portanto, é óbvio que, para o brasileiro, a obesidade é uma falta de orgulho, ansiedade e prazer excessivo, mas não é considerada uma consequência direta da fobia da obesidade. Segundo a nutricionista Ana Luisa Vileta, além dessas atitudes que levam à alimentação em excesso e à baixa autoestima, a inutilidade e o preconceito são características que indicam a fobia da obesidade. Portanto, ações nacionais e sociais devem ser realizadas para superar esses obstáculos.
Infere-se que o Brasil precisa tomar medidas para reduzir o impacto da fobia de obesidade. O setor saúde deve promover campanhas de conscientização e combate ao excesso de peso em todo o país, além de acompanhamento clínico e exames gratuitos na sociedade, de forma a erradicar a fobia da obesidade e permitir que todos vivamos com saúde e igualdade. Só assim podemos desmaterializar as ideias apresentadas ao povo brasileiro.