Debate sobre a gordofobia no Brasil
Enviada em 27/10/2021
Os padrões de beleza, a pressão estética e o mercado consumista aliados à ignorância são algumas das principais razões pelas quais a da fobia de obesidade perdura no Brasil. Tendo isso em mente, é necessário enfatizar as consequências inevitáveis desse problema: a desmoralização do preconceito contra obesos e a falta de assistência por parte do governo a esses cidadãos.
Em primeira vista, a estigmatização e as noções preconceituosas a respeito de pessoas com sobrepeso aparecem em diversas manifestações sociais. Pode-se tomar como exemplo de consequência dessa estigmatização a saída de Claudia Gimenez do programa “Sai de Baixo” por decorrência de comentários sobre sua forma física.. Nesse sentido, é certo que à medida que aumentam as manifestações sociais de aversão à gordura, esse grupo de pessoas está mais sujeito a sofrer discriminação e desrespeito por causa de sua aparência.
Em segunda vista, no Brasil, a mídia é fortemente utilizada como ferramenta para destilar ódio a qualquer tipo de grupo minoritário. Destaca-se o governo federal, que não faz esforços para garantir o lugar de fala deste grupo. Pelo contrário, percebe-se claramente uma forma de atuação do governo que tem como objetivo restringir ainda mais a participação destes indivíduos. Faz-se clara a necessidade a eliminar a gordofobia e de garantir uma maior atuação política e social a esta parcela da população.
Para tanto, o Ministério da Educação (MEC) é vital, pois determina quais conteúdos são ensinados às crianças e jovens brasileiros e por ter como função conscientizar sobre os perigos do ódio às minorias. Assim, deve-se estabelecer um programa para todas as escolas do Brasil, disciplina obrigatória para despertar em todos os alunos a empatia e o amor ao próximo. Com isso, o preconceito das futuras gerações será muito menor e, eventualmente, viveremos numa sociedade mais tolerante.