Debate sobre a gordofobia no Brasil
Enviada em 02/11/2021
Patty, na série “Insantiable” produzida pela Netflix, vive na pele de sua personagem uma intensa gordofobia em seu ambito social, a grande causadora de uma enorme pressão estética. Este é um de muitos exemplos que se pode encontrar na comunidade em que vivemos. A exclusão, e os transtornos alimentares, são ambos frutos de um padrão inalcançável criado pela sociedade.
Em primeira análise, evidencia-se a subjugação que esta parte da população sofre. A exclusão, o principal ponto, é aquele que mais afeta a autoestima, aquela que as inibe de adentrar qualquer meio social. Estar relativamente gordo, não leva ao ponto de que sua saúde está danificada, o prejuizo vêm no momento em que as propagandas de marketing induzem que aquele padrão é o correto, e corpo gordo está em impossibilitado. Segundo dados do Ministério da Saúde o sedentarísmo atinge mais de 40% da população nacional, seguido pela obesidade, que atinge cerca de 18,9% dos índividuos maiores de 18 anos. Esta porcentagem mostra o quão desenfreada vêm sendo a parcela de obesidade no Brasil, o que aumenta drásticamente o número de casos de gordofobia sofridos por essa parte da população. E como este estilo de vida, impacta na vida destas pessoas em comunidade.
Além disso, é notório a maneira como ocorre o impacto piscicológico na vida destas pessoas. Que evidência os efeitos causados pela gordofobia. Deste modo, como dito por René Descartes, “não existe métodos fáceis para resolver problemas difíceis”. Consoante a isso, o impacto causado por uma pressão estética, que desencadeou distorções de imagens e compulsões alimentares, não pode ser resolvido com um simples método. Necessitando de ações maiores, que visem principalmente o bem estar físico e emocional de melhor maneira possível.
Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham melhorar a qualidade de vida e a conter a gordofobia. Desta maneira cabe ao ministério da saúde, implantar programas que visem a saúde e o bem estar destes corpos. Por meio de projetos e a facilitação a atendimentos especializados pelo SUS, a fim de que venha a reduzir a obesidade, melhorar a autoestima, assim como atendimentos piscicológicos para essa parte da população. Somente assim, poderá reduzir casos como os de Patty, e evitar transtornos prejudiciais a saúde física e mental destas pessoas.