Debate sobre a gordofobia no Brasil

Enviada em 09/11/2021

“O homem que casar com uma mulher gorda vai preferir trabalhar dobrado, ficar na rua, qualquer outra coisa, menos voltar para casa e encontrar uma mulher gorda”, disse o líder de uma instituição religiosa em um encontro de jovens entre 17 e 25 anos de idade. O termo “gordofobia” é um meio utilizado para identificar o preconceito que existe contra as pessoas gordas no Brasil,  entre homens e mulheres de toda faixa etária. Enquanto injúria racial e violência contra a mulher, são consideradas crime no Brasil, o preconceito com pessoas gordas não apenas passa batido, como é até encorajado por órgãos de saúde pública e campanhas de publicidade, especialmente durante o verão, quando os corpos estão mais à mostra e as campanhas de roupas de praia, fazem a divulgação delas com uma numeração pequena, assim estipulando o corpo ideal e padronizado pelas mídias e a sociedade.

Além disso, cerca de 65% dos executivos preferem não contratar pessoas que estão acima do peso, e cerca de 95% população brasileira (entre homens e mulheres), sofrem com o preconceito de não serem aceito pela sociedade, de acordo com a FOLHA UOL. Dados dessa revisão, indicam que essa é uma prática constante no mundo, e que as taxas são ainda mais altas entre mulheres e aqueles com maior índice de massa corporal (IMC). Diante disso, a gordofobia está ligada diretamente com a saúde mental e o nosso bem-estar, fazendo com que as pessoas, que sofrem com esses tipos de preconceito, venham a desenvolver depressão, ansiedade, baixa autoestima, estresse excessivo, isolamento social e compulsão alimentar.

Ademais, ser gordo é considerado uma característica normal como qualquer outra, e na maioria das vezes está ligado a problemas genéticos e questões de saúde. Assim como, muita gente não vê problema em fazer comentários sobre a forma física do outro, ou até mesmo “brincar” com os amigos sobre aquela gordurinha extra que incomoda a outra pessoa, dizendo que tudo aquilo não passa de uma brincadeira ou apenas de um conselho “amigável”, sem se preocupar com aquela pessoa que vai estar ouvindo os comentários. Muitas vez cometemos a “gordofobia” sem perceber, como por exemplo: “Hoje é dia de gordice”, “Você emagreceu? Tá linda!”. “O rosto dela é tão lindo!”, “Não vou comer tal coisa para não ficar gordo” dentre outras frases que utilizamos no nosso dia a dia.

Portanto, medidas são necessárias para que a questão da Gordofobia no Brasil seja resolvida. Fica à do Ministério da Educação (MEC) com a Organização Mundial da Saúde (OMS), educar a população desde os pequenos até os mais velhos sobre assunto, obter melhores atendimentos médicos nos hospitais e postos de saúde, desenvolver e criar leis contra este  preconceito. Criar campanhas nas redes sociais que possuem grande visibilidade, sobre a gordofobia os impactos e os caminhos para combatê-la.