Debate sobre a gordofobia no Brasil

Enviada em 11/11/2021

De acordo com Zygmont Bauman, não são as crises que nos definem, e sim a forma que reagimos a elas. No entanto, não é possível verificar uma reação interventiva no que tange a gordofobia no Brasil. Neste contexto, a gordofobia é um preconceito velado pela sociedade, pois a população associa o sobrepeso, de forma direta, com a falta de saúde e beleza.

Sob esse prisma, a gordofobia muitas vezes está presente em falas como: “você precisa emagrecer para seu bem”. Sendo que o autor da fala não têm acesso ao laudo médico, muito menos como a pessoa que recebe o “conselho” se sente. Consoante a filósofa Hannah Arendt, a banalidade do mal se dá pela falta se consciência de seus seus atos, tornando a maldade algo comum, ou seja, as pessoas não desenvolvem um pensamento crítico sobre suas falas, pela falta de debate sobre gordofobia.

Ademais, a industria da moda em conjunto com a mídia, difundem um padrão de beleza em que a pessoa gorda, não só está fora dele, como não têm saúde. Segundo a filósofa Chamamanda Adichi, a cultura não faz as pessoas, são as pessoas que fazem a cultura. Tendo em vista este pensamento, percebe-se que o preconceito das pessoas que lideram a industria da beleza acabam difundindo informações equivocadas, gerando na população uma visão deturbada sobre o corpo gordo.

Portanto, entende-se a necessidade de se combater a gordofobia, Logo, o Ministério da Saúde, deve difundir informações, e levantar debates sobre os estigmas associados ao corpo gordo através de campanhas que mostram as problemáticas nas ações gordofóbicas. Fazendo assim, as informações corretas seram difundidas levando a população a ter um pensamento crítico sobre suas ações. Com isso, se averiguará uma reação interventiva, positiva, ao que tange a gordofobia, como defende Bauman.