Debate sobre a gordofobia no Brasil

Enviada em 15/11/2021

Gordofobia? Aqui não.

A estratégia de marketing para atrair as pessoas para a indústria das dietas e de emagrecimento utilizam frases depreciativas como: “Você não quer mais ser motivo de piada?” “Não quer mais sofrer ao comprar roupa?” “Quer voltar a se sentir bonita?”. Desta maneira explicita ou mais discreta, denotam uma face indiscutivelmente preconceituosa da nossa sociedade em relação ao corpo gordo, na medida em que é visto sempre de maneira adversa e contrária aos modelos considerados ideais, como algo a ser “melhorado”. Sob esse viés, entre os fatores atrelados a essa problemática destaca-se não só o papel da mídia na patologização e na consolidação da gordofobia, como também a negligência estatal no que diz respeito ao controle deste marketing agressivo.

Este estigma está presente em nossa sociedade há muito tempo, essa ofensiva das mídias, só o reforça. A medida que manifestações gordofóbicas aumentam, maior a tendência dessa população sofrer mais discriminação por conta de sua aparência física. Reforçando a necessidade da intervenção estatal para impedir que essas manifestações preconceituosas continuem acontecendo.

Nas mídias sociais qualquer foto ou notícia é motivo para “malhar” um famoso ou até uma pessoa comum, o anonimato que as redes trazem, o não mostrar o rosto, o falar na cara, mas sem ser pessoalmente, torna as pessoas mais suscetíveis a ofender e marginalizar aqueles que não correspondem ao “padrão de beleza aceito na sociedade”.

Diante disso, é notória a urgência para que a gordofobia seja extinta do senso comum brasileiro. Para tal, é imprescindível que o Ministério da Educação (MEC), por ser o principal responsável por delimitar quais conteúdos devem ser ensinados as crianças e aos jovens brasileiros, conscientize o quão prejudicial é, para a humanidade, existir um povo que odeia minorias. Assim, as futuras gerações serão muito menos preconceituosas e o convívio em sociedade será mais sadio a todos.