Debate sobre a gordofobia no Brasil
Enviada em 16/11/2021
A Constituição Federal de 1988, norma de maior hierarquia do sistema jurídico brasileiro, garante o direito à igualdade. Entretanto, percebe-se que na sociedade hodierna tal isonomia não ocorre de fato, uma vez que a gordofobia no Brasil é considerado um grave problema social. Nesse sentido, observa-se o silenciamento, bem como a má influência midiática como fatores motivacionais desse entrave.
Primordialmente, pode-se notar que a questão da gordofobia é um assunto pouco debatido no cenário atual. A esse respeito, o filósofo Jurgen Habermas, em sua ‘‘Teoria da Ação Comunicativa’’, apresenta a ideia de que o primeiro passo para a resolução de um problema é a sua discussão. No entanto, verifica-se que o debate sobre tal problemática é algo silenciado, e isso faz com que a sua resolução seja dificultada. Assim, o desconhecimento sobre a gravidade da aversão ao gordo contribui para o isolamento dessas pessoas no tecido social.
Ademais, outro fator que colabora para a perpetuação desse óbice é a irresponsabilidade da mídia em relação a essa questão. Conforme afirma Pierre Bourdieu, a mídia foi criada para a democracia e não para a opressão. No entanto, esse meio tem se mostrado opressora em relação à prática de gordofia no Brasil, pois as pessoas que sofrem com o excesso de peso muitas vezes são ridicularizados pela imprensa. Logo, é necessário uma mudança de postura dos meios de comunicação para que essa questão seja superada.
Portanto, cabe ao Ministério da Educação, órgão responsável pela promoção e recuperação da saúde brasileira, promover campanhas de cunho informativo com depoimentos de pessoas que já sofreram com a gordofobia, por meio da mídia televisiva e redes sociais como Instagram e Facebook, com o fito de informar a população sobre a gravidade desse estorvo, e fazer com que assim, o silenciamento seja mitigado. Feito isso, a população poderá ver o direito garantido pela Constituição como uma realidade próxima.