Debate sobre a gordofobia no Brasil
Enviada em 17/11/2021
Na obra de Leonardo da Vinci “Homem Vitruviano" o mesmo revela como busca infindável pelo corpo perfeito percorre a história da humanidade. A perpetuação desse comportamento, no entanto, mostra-se de forma nociva para pessoas que eram consideradas acima do peso, uma vez que acentua a problemática gordofobia.
Em primeiro plano, cabe mencionar que deve-se analisar o papel das redes sociais na padronização do corpo humano. A ascensão dos influenciadores digitais fomentou o padrão estético magro, induzindo a se sentirem mal por não possuírem tais características. Apesar disso, muitas das fotos na qual são veiculadas nos meios de comunicação apresentam padrões de beleza ilusórios, em que imagens de celebridades são manipuladas através de programas de edição. Como consequência, usuários se frustram ao não atingirem a mesma aparência vista nas plataformas. Segundo o Instituto de Saúde Pública do Reino Unido em uma pesquisa realizada por cerca de 1500 pessoas, 70% revelaram que as redes sociais afetam a forma com que enxergam a sua própria imagem.
Em segundo plano, vale ressaltar que a gordofobia alicerça-se sobre as práticas discriminatórias, as quais foram transmitidas por gerações, evidenciando a banalização de tal problemática. A filósofa Hannah Arendt, em sua teoria “Banalidade do Mal" defende que um comportamento passa a ser realizado de forma inconsciente, a partir da normatização dessas situações.
Portanto, é fundamental que o Estado tome medidas que busquem resolver tal impasse. Cabe ao Ministério da Educação, mediante verbas governamentais, ministrar palestras que visem acabar com os padrões estéticos impostos pela sociedade, e que também que visem desconstruir comportamentos discriminatórios contra os indivíduos, por causa de seu porte físico, na qual são muito presente na mídia. Cabe às plataformas digitais por meio da veiculação da mídia evidenciar a manipulação das imagens publicadas, para a idea do corpo ideal.