Debate sobre a gordofobia no Brasil
Enviada em 17/11/2021
A Constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 5°, a inviolabiliade do direito à vida como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a questão sobre a gordofobia no Brasil, atravancando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se mister analisar os fatores que favorecem esse quadro.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para se combater as injustiças sociais no Brasil. Nesse sentido, a falta de fiscalização pública facilita com que disseminação gordofóbica sejam nocivas e notórias no país. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, ja que o estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos sociais indispensáveis, como a igualdade, o que infelizmente é visto no país.
Outrossim, é fulcral apontar a escassez educacional como impulsionador da gordofobia velada. De acordo com o filósofo alemão Imannuel kant, “o ser humano é aquilo que a educação faz dele”. Perante o exposto, por mais que o Brasil esteja na nona colocação mundial econômica, há uma grande negligência pedagógica, impedindo com que haja o desenvolvimento de conhecimento e aprendizagem no país. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
É evidente, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o MEC (Ministério da Educação), por intermédio dos profissionais da educação, façam paletras e seminários uma vez por mês, a fim de desenvolver o conhecimento pedagógico necessário, para que enfim o contrato social do Estado seja efetivamente exercido. Assim, torna-se possível a construção de uma sociedade permeada pela efetivação dos elementos elencados na Magna Carta.