Debate sobre a gordofobia no Brasil
Enviada em 18/11/2021
O século XX foi um período que modificou drasticamente a vida dos seres humanos como sociedade, principalmente pela ocorrência da recente pandemia do Covid-19. Por consequência disso, as pessoas passaram a permanecer um maior tempo em suas casas, contribuindo com um maior índice de ociosidade física ou uma reflexão positiva por parte de uma minoria que investe cada vez mais em programas de atividade física. Entretanto, é possivel identificar correlações errôneas acerca da aparência corporal do indivíduo com sua qualidade de vída e ‘‘cuidado com a Saúde’’.
Primeiramente, de acordo com o sociólogo Karl Marx, a desigualdade está diretamente atrelada ao capitalismo. Sabendo disso, fica nítido que grande parte da população brasileira, não tem condições de investir em atividades ‘‘saudáveis’’em meio a uma crise econômica justamente pela distribuição desigual de renda. Consoante a isso, é natural constatar que realmente certa parcela da população (9,5 milhões de habitantes de acordo com o g1) não tem condição financeiras para ingressar na vida ‘‘fitness’’, resultando num aumento de casos de obesidade por ociosidade esportiva. Além disso, vale salientar que o aumento de massa corporal em níveis elevados, também está relacionado a problemas de saúde, podendo ser congênitos ou não, o que torna completamente equivocado relacionar preceitos a pessoas que sofrem de obesidade.
Outrossim, Émile Durkeheim, sociólogo, relacionava a sociedade com um orgânismo composto vivo em que todos os indivíduos estão conectados em suas infinitas formas de relação. Ademais, para que a sociedade exista de forma harmônica é de suma importância que os indivíduos se respeitem e mantenham um grau de empatia, fato que acaba ficando de lado quando se trata de impor preceitos ao próximo afim de denegrir sua imagem pública. Assim sendo, práticas de bulling, gordofobia ou chingamentos ofensivos contra a imagem de um indivíduo, podem agravar ainda mais a situação que o mesmo se encontra, além de contribuir com o desenvolvimento da depressão. Por conseguinte, diminuindo cada vez mais a iniciativa do cidadão aflingido em cuidar de sua saúde e buscar por tratamentos médicos especializados.
Portanto, faz-se mister a analise dos dados propostos para resolver o impasse. Logo, o Ministério da Educação em conjunto com o Ministério da Saúde, deve promover a devida conscientização da população sobre os desafios e problemas acarretados pela gordofobia na sociedade brasileira por meio de palestras publicas gratuítas e em instituições de ensino com o objetivo de ‘‘desmistificar’’ a obesidade como um fato que não ocorre apenas pelo sedentarismo ou a ‘‘falta de iniciativa’‘pessoal, mas também como um reflexo de uma sociedade desigual que é democrática em seus problemas.