Debate sobre a gordofobia no Brasil
Enviada em 18/11/2021
Na série “Insatiable”, é retratada a história de Patty, personagem que sofreu gordofobia, de modo que perde 30 quilos e é aceita como linda após a perda de peso. Infelizmente essa cena não fica apenas na ficção, é algo que se tornou comum na sociedade. Isto se deve pelo fato de uma sociedade em que a mídia tem influência e determina os padrões de beleza e também pela normalização histórica de atos gordofóbicos, pressupondo que a mulher ou homem fora do propagado é de aparência feia.
Em primeira análise, cabe ressaltar que a mídia, principalmente as redes sociais interfere na incorporação de um estilo de vida na sociedade. Isso decorre, principalmente, da manipulação aos telespectadores através da falta de visibilidade dos personagens acima do peso padronizado em filmes, séries, novelas, anúncios e pela ausência de pessoas com excesso de peso nos concursos de beleza, proferindo indiretamente qual é o corpo mais belo. Logo, torna-se comum ver os indivíduos seguindo esse padrão corporal, já que, além de ser imposto pela mídia, foi convencionado ao longo dos anos.
Além disso, têm-se os estereótipos que ferem noções básicas de respeito ao diferente. Partindo deste pressuposto, o preconceito a pessoas com excesso de peso é um malefício, pois prejudica muitos adolescentes e crianças no âmbito escolas,”Gordofobia está presente na rotina de 92% dos cidadãos brasileiros” diz Jornal do Comércio. Tal incidente vem a atrapalhar seu desempenho nas atividades escolares e na vida cotidiana, como problemas psicológicos devido à intimidação sofrida.
Logo, para que o efeito dos padrões estéticos seja menos prejudiciais à sociedade, se faz necessário estampar através das mídias, pessoas de uma beleza diversificada, para que possa influenciar de maneira positiva o expectado, com isso, modificando uma visão padronizada de estereótipos. Tendo em vista, o Ministério da Educação em parceria com as secretárias municipais deve propor as escolas debates sobre como o bullying e gordofobia prejudica o meio social e criar projetos pedagógicos inclusivos, para que motivem a autoaceitação e respeito ao diferente, tornando assim alunos e pessoas conscientes.