Debate sobre a gordofobia no Brasil
Enviada em 18/11/2021
No filme “Minha mãe é uma peça” retrata a vida de Dona Hermínia e seus filhos Marcelina e Juliano. Marcelina é uma menina de corpo gordo que sofre diariamente com piadas gordofóbicas da mãe e parentes próximos. Sob esse viés, podemos constatar como a sociedade de maneira implicíta, expressa seu preconceito por meio de piadas e “brincadeirinhas” sobre o corpo gordo. Nesse sentido, entre os fatores atrelados á essa problemática, destaca-se o papel da mídia na patologização e consolidação da gordofobia.
Em primeiro lugar, vale ressaltar que cerca de 68.530 cirurgias bariátricas foram realizadas em 2019. Acerca dessa lógica, conseguimos refletir em como certos comentários podem levar a humanidade a mudar seu corpo para que possam se encaixar no padrão dito certo pela sociedade. Outro aspecto relevante é a patologização de corpos gordos com discursos como: “Não é questão de beleza, e sim de saúde”, tais comentários muito presentes na mídia. Dessa forma, na maioria dos casos embaçando seu preconceito.
Podemos ressaltar, que de acordo com o site Uol, 92% de brasileiros sofrem com ataques gordofóbicos. Nessa perspectiva é possível identificar como a consolidação da gordofobia cresce a cada dia mais no Brasil. Mas graças a presença de indivíduos como influencers e youtubers na mídia, com dircursos de empoderamento como na música “All about that bass” (eu tenho um corpaço) de Meghan Trainor retrata autonomia da cantora com seu corpo. Na música Meghan representa a aceitação de corpos fora do padrão, que hoje em dia, é crucial.
Por conseguinte, conseguimos a analisar como a influência da mídia é insubstituível nessa pauta social, então cabe ás escolas em parceria com mídia, desconstruirem a ideia da gordofobia e alertarem sobre seus efeitos, junto com os familiares. Isso pode ocorrer por meio de palestras, debates sobre essa temática. Feito isso, será possível quebrar esses padrões e aumentará a autoestima dessa população, como na composição de Meghan