Debate sobre a gordofobia no Brasil
Enviada em 18/11/2021
Engana-se quem pensa que os lipídios (gorduras) são sempre maléficos ao organismo, pois eles fornecem energia ao corpo e auxiliam na absorção de substâncias essenciais. Por certo que o ideal de beleza corporal do mundo pós-moderno não se adequa a realidade de muitos. Contudo, ser gordo não indica que o indivíduo é feio ou que deva sofrer gordofobia, pelo contrário, o certo é que as pessoas ao seu redor o respeitem e auxiliem, pois, se não for assim, a vítima corre sérios riscos emocionais.
Certamente, é importante mencionar que os praticantes da gordofobia não veem a vítima como igual. De acordo com Aristóteles, filósofo na Grécia Antiga, todos os seres humanos são iguais em certo sentido. Ou seja, uma pessoa com sobrepeso e uma outra magra são semelhantes, porque o que as diferenciam são detalhes físicos, mas eles não restringem ambas de passarem por situações difíceis, de viverem, de serem humanas.
Outrossim, vale frisar que a godorfobia gera danos emocionais à vítima. Segundo Yuri Busin, psicólogo e diretor do Centro de Atenção à Saúde Mental, internalizar a ideia de que a obesidade é sinônimo de preguiça, incapacidade e feiura abala o estado emocional, o que favorece, por exemplo, a depressão e a ansiedade. Então, o melhor é respeitar o próximo.
Portanto, visando diminuir os índices de gordofobia e os danos causados por ela, a vítima deve procurar, por meio de psicólogos, estabilidade emocional para se aceitar do jeito que é e, se estiverem insatisfeitas, mudarem por elas e não por terceiros. Ademais, é de suma valia que ONGs, como a Obesidade Brasil, combatam a esse viés utilizando-se dos meios de informação. Dessa forma, o Brasil será conhecido por sua população receptiva e igualitária.