Debate sobre a gordofobia no Brasil

Enviada em 18/11/2021

O combate contra a gordofobia

A gordofobia não é um tema recente.Muito discutido como pauta nas redes sociais, o preconceito com o corpo e com pessoas acima do peso se torna cada vez mais real, levando a população a refletir sobre esse problema na sociedade.Como mostrado por tabloides norte americanos, a série Insatiable, produzida pela Netflix, apresentou graves problemas relacionados à gordofobia, ao apontar que a beleza da personagem principal só seria ressaltada quando ela estivesse no peso padrão.Essa comparação é muito comum no cotidiano brasileiro, portanto cabe a discussão acerca de métodos para a resolução da gordofobia no Brasil, como o implante de educação nas escolas e a desconstrução do padrão perfeito criado pelas redes sociais.

Em primeira evidência, cabe ressaltar o implante de educação acerca do tema.De acordo com o tablóide Nature Medicine 19 a 42 por cento de pessoas sofrem com a gordofobia.Grande parte desse preconceito surge com a falta de senso e educação acerca do tema, já que ao praticar esse ato, muitos enxergam como brincadeira, mas não levam em conta as causas do problema no indivíduo que sofre com ele, como ansiedade, depressão e compulsão alimentar.Por isso, deve-se implantar discussões sobre o problema no âmbito educacional, a fim de que as pessoas parem de enxergar como motivo de repressão ou piadas e possam oferecer ajuda real aos indivíduos.

Ademais, vale a discussão sobre a desconstrução dos padrões de perfeição criados pela internet.Com o surgimento das redes sociais e a explosão da exposição corporal, muitas pessoas seguem a risca o modelo mostrado nas redes, se inspirando em padrões geralmente inalcançáveis, já que, em muitos casos, por trás da foto perfeita existe muito photoshop e procedimentos estéticos.Esse padrão repercute, principalmente entre as mulheres, e é a deixa para a a gordofobia, já que quem não se encaixa no padrão não é considerado “normal”, sendo assim deixado de lado e sofrendo opressão .Portanto, os padrões apenas limitam as pessoas, excluindo quem está fora dele, ao invés de oferecer ajuda válida.

Portanto, cabe ao Ministério da Educação e ao Conselho Federal de Medicina, a implantação de um conjunto de palestras e conteúdos nas mídias sociais, oferecidos por professores e médicos voluntários , discutindo acerca da gordofobia, como combatê-la e como ajudar uma pessoa acima do peso, afim de disseminar o ideal de que o preconceito nunca é benéfico e mantendo em alerta todas as pessoas para oferecerem ajuda quando necessário, não oprimindo e nem brincando com o fato, corroborando com o combate à gordofobia.