Debate sobre a gordofobia no Brasil
Enviada em 06/02/2022
A constituição brasileira de 1988 assegura aos cidadãos o direito à igualdade perante a lei, sem quaisquer distinção, tortura e tratamento desumano. No entanto, na prática, tal garantia é deturbada. De maneira análoga a isso, a gordofobia no Brasil tem apresentado grande impacto dentre a sociedade vigente. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: O estigma social de estereótipos preconceituosos e seus efeitos malefícios.
Em primeira análise, evidencia-se a permanência do preconceito generalizado na cultura brasileira, diante indivíduos que apresentam sobrepeso, fazendo-os sentir inferiores. Sob essa ótica, de acordo a filósofa Hannah Arendt, “Quando uma atitude agressiva ocorre constantemente, as pessoas param de ve-lâ como errada”. Dessa forma, é visível as manifestações de condutas irracionais, coincidente das discriminações em relação as características físicas dos sujeitos, influenciando-os na convicção do corpo “padrão” como espécie de aprovação pela sociedade, sobretudo, pelas mídias sociais.
Além disso, é notória as constantes sequelas mediante a cultura do bullying aparente em vitimas que sofrem com transtornos mentais, baixa autoestima, estresse, isolamento social e compulsão alimentar ao se compararem com corpos magros. Desse modo, segundo dados divulgados pela empresa UOL, “Mulher é barrada de festa por seu peso, nos EUA”. A americana, Fallon Melilo, vivenciou rejeição por exigências em prol da ideologia corporal, tais atos de exclusão, intolerância e falta de empatia, dado que, há impugnação da população em cultivar o respeito e a diversidade.
Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham erradicar a gordofobia no Brasil. Dessa maneira, cabe ao Senado Federal juntamente com a Câmara dos Deputados formular a devida legislação capaz de exterminar culturalmente as ações discriminatórias sobre o tema. Consoante a isso, o Ministério da Educação em conjunto com as instituições escolares carecem de implementar palestras e campanhas em vigor da orientação aos educandos sobre o bullying e a gordofobia em ambientes escolares, inibindo assim os estereótipos que ampliam a linguagem de preconceito na sociedade atual. Somente assim, cessar as distinções e efetivar-se na prática os direitos dirigidos pela Constituição Cidadã de 1988.