Debate sobre a gordofobia no Brasil

Enviada em 07/03/2022

Segundo o sociólogo Émile Durkheim, existem fatos sociais normais e patológicos, sendo que estes últimos causam danos à sociedade. Nesse sentido, a gordofobia no Brasil é um fato social patológico. Sob esse viés, essa grave adversidade não acontece somente devido à omissão estatal, mas, também, devido à negligência da mídia.

Nessa perspectiva, o descaso do poder público é um imperioso promotor dos casos de gordofobia no Brasil. Sob essa ótica, conforme o contratualista Thomas Hobbes, os indivíduos aceitam sair de seu estado de natureza para viverem em melhores condições, assinando o Contrato social. Nessa conjuntura, o desleixo do Estado é uma indubitável quebra da vontade geral, porque não educa adequadamente os alunos brasileiros sobre a necessidade de inclusão às minorias, como pessoas obesas, assim, deixa, como consequência, uma comunidade cada vez mais excludente. Sob esse prisma, o poder público é inóquo nessa situação, já que colabora à piora da qualidade de vida do povo ao não divulgar informações sobre a fundamentalidade de se levar uma alimentação correta.

Ademais, a escassez de devido foco dos meios de comunicação é uma notória incentivadora dos relatos de gordofobia no Brasil. Nesse panorama, de acordo com a filósofa Simone de Beauvoir, os principais problemas são aqueles que são naturalizados. Sob esse ponto de vista, a desatenção da imprensa à gordofobia no Brasil é uma banalização de um empecilho alarmante, pois não usa do seu contato com o tecido social para expor as mazelas que assolam a nação, conseguintemente, coopera com a cultura do preconceito a cidadãos com excesso de peso. Diante disso, a mídia é criminosa nesse caso, porquanto não cumpre a sua função social.

Portanto, para que haja uma redução nos casos de gordofobia no Brasil, os congressistas devem, com o apoio da opinião pública, inserir a obrigatoriedade de matérias de inclusão social nas escolas, como o projeto de vida, por meio da sanção do presidente. Além disso, a fim de tornar o país melhor e, dessa forma, próspero, a imprensa deve criar campanhas de conscientização sobre a urgência de respeitar todas os corpos, por intermédio de cartazes publicitários.