Debate sobre a gordofobia no Brasil
Enviada em 09/03/2022
O filme “Duplim” retrata a história de Willondean, uma jovem norte americana acima do peso que sofre com comentários gordofóbicos quando decide participar de um concurso de beleza de sua cidade. Em consonância com a realidade vivida pela protagonista do longa, está a de muitos brasileiros, visto que o debate sobre a gordofibia neste país ainda se configura como uma necessidade imediata. De certo, esses ataques tem raízes na missiva idealização de corpos projetados pelas mídias e pela falta de conhecimento sobre o assunto.
Nessa perspectiva, acerca da lógica referente a gordofobia no Brasil, é válido retomar o aspecto supracitado quanto ao papel da mídia na padronização dos corpos. Não é de hoje constantemente vê-se nos meios de comunicação a exaltação dos “corpos perfeitos” e em forma, oque é associado a algo saudável é natural a ser seguido, reforçando no imaginário popular que quem não pertence a esse padrão está passível de julgamento ou repúdio. Nesse sentido, Michel Foucalt, filósofo francês, estabelece em sua obra “A história do louco”, um paralelo entre a pressão do meio e das mídias sobre aspectos da sociedade, nesse caso, dos corpos.
Paralelamente á influência das mídias, é válido ressaltar que ataques gordofobicos se dão na grande maioria, pela falta de conheciemento sobre o assunto. Sob essa óptica é importante ressaltar que historicamente o corpo acima do peso é carregado do estigma “não saudável”, fato esse, utilizado como justificativa para o preconceito, velados de carinho e atenção. Contudo, sabe-se atualmente que saúde não é sinônimo de um corpo magro, como explica Cristiane Coronel, em seu artigo que discute o assunto, refletindo o impacto do preconceito na busca pelo corpo “ideal”.
Portanto, são essenciais medidas para se ampliar o debate sobre a gordofobia no Brasil. Para isso, compete á escola, ambiente propício para a formação de opinião, realizar debates acerca do assunto, com o auxílio de palestras de psicólogos e rodas de conversa, com o intuíto de se entender as raízes da gordofobia e da padronização de corpos. Medidas como essa tendem a frear ataques gordofobicos e gerar cidadãos mais concientes.