Debate sobre a gordofobia no Brasil

Enviada em 20/03/2022

A beleza pode ser relativa, como diz David Hume, mas uma coisa é fato, o excesso de peso e massa corporal é prejudicial à saúde do ser humano, não há problema algum em achar-se belo e estar satisfeito consigo mesmo no que se refere à aparência, afinal, autoestima é essencial, mas é justamente por uma questão de amor próprio que deve-se procurar estar dentro limites aceitáveis de peso.

Prova disso é que, em média, as pessoas que tem esse tipo de problema, quando acometidas por certas doenças apresenta maior taxa de mortalidade, exêmplo disso é pândemia de Covid 19, na qual o número de mortos entre pessoas com obesidade, quando comparado ao número de mortos entre pessoas “normais”, mostrou-se muito superior.

Observa-se também que, esses indivíduos muitas vezes não tem culpa pelo estado em que se encontram e a segregação, juntamente do preconceito só fazem dificultar cada vez mais o desenvolvimento deles rumo ao condicionamento fisíco ideal. Ainda assim, o fato de que o excesso de peso deve sim ser combatido, não por uma questão social, mas sim por uma questão de saúde e bem estar dos próprios cidadãos acometidos por esse tipo de comorbidade, persiste.

Dessa forma, para diminuir o número de pessoas com sobrepeso e consequentemente, diminuir a gordofobia, faz-se essencial a educação nutricional e física ideal desde a infância, para que todos sejam capazes de se manter dentro dos padrões aceitáveis de peso. Em casos em que o excesso de massa corporal não depende do indivíduo, mas apresenta-se como uma consequência do biotipo, cabe ao Estado financiar seu tratamento, com procedimentos que variam desde consultas com nutricionistas até cirúrgias, isso é claro, se for do interesse do cidadão passar por eles.

Conclui-se também que é mister o amparo pela lei, via instituições públicas de apoio psicológico e psiquiátrico, daqueles que foram psicológicamente afetados em decorrência do preconceito e exclusão gerados decorrentes da gordofobia.