Debate sobre a gordofobia no Brasil
Enviada em 08/04/2022
Na obra de Peter Paul Rubens, “Saturno devorando seu filho”, a pintura representa como o deus Cronos ultrapassva os limites da crueldade para manter-se no poder. Ela faz lembrar que o homem possui “impulsos” destrutivos para a sociedade, sendo exemplificados no comportamento gordofóbico do Brasil e em seus arcabouços preconceituosos e influenciados pelas mídias sociais, principalmente com as mulheres.
Sob esse viés, torna-se urgente o debate sobre a gordofobia com as mulheres e sua transcrição em uma visão delas como produtos para exposição. Por analogia à obra de Peter, determina-se que a base da sociedade é o poder. Desse modo, ao não participarem da padronização corporal de cunho machista que é aceita pela sociedade, essas mulheres gordas são exclusas e diminuídas pelo povo. Portanto, ao diferenciarem-se dos padrões de mulher perfeita para os homens, são consideradas inferiores à pessoas magras e são estigmatizadas.
Ademais, outro fator que reafirma a visão de mulheres como produtos é a fomentação midiática de um corpo perfeito inexistente. Segundo Bauman e sua tese sobre a modernidade líquida, os males da sociedade atual são resultados do afrouxo das relações pessoais e a substituição pela superficialidade. Dessa forma, é possível considerar que as redes sociais são um meio de cultuação à um corpo superficial e falso, tendo como principal motivação a geração de lucros que arrecadam de fabricantes ao fazerem propagandas de produtos para emagrecer, como por exemplo, shakes, inibidores de fome e até cirurgias redutoras. Logo, ocasionando uma dismorfia corporal e outros problemas psicológicos.
Em suma, é clara a necessidade de medidas para combater o preconceito com pessoas acima do peso no Brasil, cabendo ao Estado, por meio do Ministério da Súde e o Ministério Público, utilizar recursos financeiros para promover propagandas contra a gorodfobia. Nessas propagandas, cidadãos gordos iriam conscientizar a população sobre a solidão que o preconceito causa e como a vida deles é igual a de todos, então, por meio da sensibilização e desestigmatização da vida de gordos a sociedade tornaria-se mais humana e integradora.