Debate sobre a gordofobia no Brasil
Enviada em 28/04/2022
Na Grécia antiga, as mulheres não obtinham direito a nacionalidade e tinham como função perante a sociedade cuidar do lar e satisfazer os desejos do homem, ou seja, a beleza feminina estava associado ao imaginário masculino. Passados mais de dois mil anos, observa-se que, na contemporaniedade o estigma ligado ao excesso de peso, configura-se como um grave problema, visto que a falta de debates sobre a gordofobia faz com que o Brasil, país altamente desenvolvido, retroceda e remote ao período grego. Esse cenário antagônico é fruto tanto da ausência de políticas públicas no meio virtual, quanto da base educacional lacunar.
Em uma primeira análise, deve-se resaltar a ausência de medidas governamentais para combater a gordofobia na realidade brasileira. Nesse sentido, com o advento da revolução técnico científica as relações sociais passaram, em larga escala, a ser dissiminado pelos algoritmos digitais. Sob essa ótica, devido a inércia do poder público, as redes sociais passaram a ser palco de desmoralização e preconceito, o que faz com que pessoas que estão acima do peso, em contato com o algoritmo, sintam-se inferiores aos outros, o que leva, em grande parte das vezes, a implicações errôneas para o processo de emagrecimento. É contraditório que mesmo sendo nação pós moderna, isso ainda seja realidade no Brasil.
De outra parte, a ausência educacional é ainda um grande impasse para a resolução da problemática. Posto isso, segundo o conceito do ex-presidente da áfrica do sul Nelson Mandela a metodologia intrisicamente libertadora é a educação, pois somente tal arma é capaz de revolucionar o mundo. Diante de tal exposto, observa-se que, no cenário brasileiro o pensamento de mandela não vigora, visto que o Estereótipo sobre a gordofobia predomina no meio escolar, o que eleva o índice de sintomas depressivos e consequentemente o isolamento social. Logo, é inadmissivel que esse cenário continue.
Verifica-se, então, a necessidade de debates sobre a gordofobia no Brasil. Para isso o MEC, orgão responsavel pela regulamentação da educação no Brasil, deve promover palestras sobre a importância da alimentação e debates a respeito de padrões estéticos. Essa iniciativa teria finalidade de amenizar os esteriótipos e garantir a equidade. Feito isso, finalmente será desconstruido o panorama descrito na Grécia antiga