Debate sobre a gordofobia no Brasil
Enviada em 04/05/2022
O quadro expressionista “O grito”, do pinto norueguês Edvard Munch, retrata o medo e a inquietude de um personagem envolto por uma atmosfera de profunda desolação. De maneira análoga, encontra - se esse semblante em muitos brasileiros da sociedade contemporânea ao analisar o debate sobre a gordofobia. Deste modo, destaca - se o descaso das instituições sociais e o preconceito como pontos notórios para essa problemática.
A princípio, é evidente que o acompanhamento e apoio são essenciais para pessoas que sofrem gordofobia, devido as opressões psicológicas, e é papel do Estado garantir que todos recebam educação, saúde e lazer. Dessa forma, nota - se que ao não comprometer – se em cuidar dessas pessoas que estão vulneráveis, pode acarretar em situações mais críticas como a depressão. Sob essa visão, exemplifica – se a teoria das instituições zumbis, do sociólogo Zygmunt Bauman, que as descreve como presentes, mas sem cumprirem seu papel social com eficácia. Nessa perspectiva, faz – se imprescindível a correção dessa realidade.
Outrossim, temos a série “Euphoria”, do catálogo da HBO Max, em um dos episódios conta a história de Kat Hernandez, que sofria gordofobia desde crianças, entretanto, em um certo momento ela se aceitou e passou a se sentir desejada pelo fato da autoaceitação e desde então as pessoas intolerantes passaram a não ter poder sobre ela. Para além da obra cinematográfica, muitas pessoas vivenciam essa situação assim como a personagem, mas nem todas conseguem se sobrepor como ela. Sob essa ótica, enaltece – se a citação do Físico Albert Einstein, segundo o qual é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito. Dessa forma, é de extrema urgência a mudança dessa realidade.
Portanto, é preciso medidas capazes de mitigar a gordofobia no Brasil. Dessa forma o Ministério da Saúde deve corrigir as inoperâncias esféricas, com a disponibilização de psicólogos, para que dessa maneira pessoas que estão sofrendo esse bullying recebam uma ajuda qualificada evitando traumas psicológicos. E também é dever do Ministério da Educação implementar nas escolas palestras que conscientizem o público-alvo jovem a respeitar as diferenças de cada pessoa visando que seja evitado ou até mesmo extinguido.