Debate sobre a gordofobia no Brasil

Enviada em 09/05/2022

A gordofobia pode-se entender como a discriminação contra um indivíduo por conta do seu peso, é a aversão à gordura e às pessoas que estão acima do peso, pessoas que julgam alguém inferior, desprezível ou repugnante por ser gordo, fazendo com que se sintam inferiores aos outros ainda é mais comum, no entanto, que o preconceito apareça travestido de elogio ou preocupação.

No Brasil, não existe lei específica para punir quem pratica gordofobia. Entretanto, a Constituição Federal tem como princípios fundamentais proteger a dignidade de qualquer pessoa. No mercado de trabalho, a gordofobia pode ser interpretada como assédio moral, em casos de humilhação, as ofensas podem ser interpretadas como injúria, crime contra honra, previsto no Código Penal, o que também possibilita recursos judiciais para sua defesa, ademais estudos indicam que, apesar dos esforços de conscientização, atitudes preconceituosas explícitas contra gordos aumentaram consideravelmente entre 2001 e 2010. Onde as redes sociais auxiliam e facilitam a prática dos discursos de ódio pela internet onde sabem que estão protegidos através de uma tela.

A gordofobia não é algo atual, no entendimento judaico-cristão clássico, a gula é um dos sete pecados capitais e, portanto, uma demonstração de fracasso moral. Durante o período medieval, o jejum era uma prática constante que valorizava a espiritualidade em detrimento do corpo. Hoje ela tem se apresentado de forma muito cruel como em piadinhas nas aulas de Educação Física, em eventos e festas, nas cadeiras da escola e até no próprio uniforme, que muitas vezes não chega a uma numeração maior. Há muitos depoimentos de crianças gordas que não participam de intervalos e de brincadeiras por causa do bullying e dos discursos de ódio.

Contudo é importante a atuação do poder público é essencial nesse contexto. É preciso que o debate entre na esfera pública municipal, estadual e federal de maneira que este projeto seja de fácil acessibilidade, de direitos básicos e direitos humano, alem disso é importante encarar o tema com seriedade e investir em formações para toda a comunidade escolar, a lei também prevê a compra de cadeiras estudantis para pessoas gordas e adaptação de espaços.