Debate sobre a gordofobia no Brasil

Enviada em 09/05/2022

No filme “Dumplin”, vemos uma relação conturbada entre mãe e filha, onde o sobrepeso da filha se torna um ressentimento entre elas, dessa forma mascarando a gordofobia formada em nossa cultura gradualmente. Fora da ficção, a realidade apresentada não é diferente, visto que o debate sobre gordofobia no Brasil é superficial e subestimado pela população. Isso ocorre tanto pelo preconceito quase inato na sociedade, quanto pelo excessivo padrão de beleza exigido mundialmente.

Sob esse viés, é importante ressaltar que a discriminação pertinente em nossos atos e pensamentos contribuem diretamente para os altos indíces de obesidade, de forma que também leva a vitíma a desenvolver estresse e diversos outros problemas mentais. Essa caótica realidade rompe com o artigo 6 da Constituição Federal que diz ser dever da União garantir a saúde e lazer para todos.

Consequentemente, a sociedade tem colocado a beleza e a vaidade acima do bem estar físico, emocional e psicológico de pessoas com o peso elevado ao considerado “aceitável”. Diante disso, percebe-se que para a população brasileira, a obesidade é falta de orgulho, ansiedade, excesso de prazer, mas não é vista como uma consequência direta da gordofobia. De acordo a nutróloga Ana Luisa Vileta, o desmerecimento e o preconceito são características que indicam gordofobia, ademais são tais atitudes que corroboram para a compulsão alimentar e baixa autoestima. Portanto, é imprescindível que haja atuação estatal e social para a superação de tais obstáculos.

Infere-se que, portanto, A Comunidade da Saúde deve promover acompanhamentos e exames clínicos gratuitos na sociedade, por meio de campanhas de conscientização e combate ao sobrepeso em todo o país, a fim de que a gordofobia seja erradicada e possamos viver com saúde e igualdade entre todos. Somente assim, conseguiremos desmaterializar o pensamento submetido na população do Brasil.