Debate sobre a gordofobia no Brasil
Enviada em 07/09/2022
O livro “lute como uma gorda” de Malu Jimenez, trata temas fundamentais á cerca da aversão do corpo gordo, abordando o preconceito. Fora da literatura, essas mazelas estão presentes também na sociedade Brasileira e apresentam consequências, como a dificuldade em alcançar a sáude por medo dos julgamen-tos. Fato que comprova isso é o crescente número de obesos, que atingiu cerca de 70% segundo site uol, seja pela aversão da sociedade com a problemática, seja pelo fundamento do estereótipo magro.
Em primeiro lugar, cabe destacar que o excesso de peso é visto como “comodis-mo”. Porém, no programa “Quilos mortais” do discovery, os relatos dos motivos que levaram à obesidade reforçam que surgiram como “fuga” para os problemas. Isso evidencia, que não analisar a fundo seu surgimento concretiza o preconceito, uma vez que a sociedade enxerga o peso excessivo com julgamento. Desse modo surge por parte da vítima a dificuldade na busca por sáude, aumentando o número de doenças crônicas, como o sedentarismo. Sob essa óptica, é fundamental que a sociedade quebre o julgamento errado sobre o motivo que gera a obesidade, para que o preconceito seja anulado.
Além disso, outro fato que aumenta a gordofobia é o fundamento do estereótipo magro na sociedade. Em lojas de shopping center é muito comum que o tamanho das peças sejam apenas até o GG, enfatizando maior preferência para o corpo magro, gerando insegurança aos usúarios do plus size. Isso mostra falta de representatividade e seletividade, que contribui para o preconceito e exclusão. Mais tarde isso faz com que a população acima do peso isole-se. Portanto, é fundamental as lojas adequarem-se aos diversos biotipos dando espaço a inclusão
Portanto, é primordial quebrar o olhar preconceituoso que segrega a população e engradece a gordofobia. Cabe ao ministério da sáude, criar anúncios na mídia, como no instagram, que chamem a população a reverter o olhar preconceituoso sobre os motivos do surgimento do corpo gordo, com o fito de garantir estabilidade pessoal. Ademais, que as grandes marcas de roupas, como a zara, produza peças para todos os corpos, promovendo a inclusão e diminuindo a aversão.