Debate sobre a gordofobia no Brasil
Enviada em 05/09/2022
Na religião Judáico-Cristão, a gula é um dos 7 pecados capitais, frente a isto, pessoas acima do peso são consideradas pecadoras e impuras. Com base nesse pensamento, a população brasileira pratica a gordofobia, essa atitude está diretamente ligada a questões históricas, na qual gera uma fragilidade social. Logo, é evidente a necessidade de medidas estratégicas para mudar este cenário.
Em primeiro plano, a história sempre colocou o corpo magro acima do gordo, como por exemplo no período medieval, na qual o jejum era uma prática constante que valorizava a espiritualidade em detrimento do corpo. Frente a isso, durante os séculos criou-se o padrão de possuir um corpo magro e quando alguém não se encaixa sofre uma violência simbólica - uma agressão que existe a tanto tempo que torna-se “normal”, simbólica, de acordo com Pierre Bourdieu.
Consequentemente, existe uma fragilidade no âmbito social da sociedade. De acordo com a nutricionista Paola Altheia quando começou a se ter conhecimento de que os problemas de saúde tinha relação com a gordura corporal, pessoas gordas começaram a sofrer descriminalização. Dessa forma, a sociedade começou a praticar a higiomania - julgar alguém por sua conduta com a saúde - , visto que se não são capazes de gerenciar sua saúde como podem ser responsáveis em um emprego ou em outra coisa.
Dessa forma, medidas devem ser tomadas para acabar com a prática de gordofobia no Brasil. Logo, o Ministério da Saúde - responsável por garantir a todos o direito a saúde - junto com o Ministério da Comunicação - responsável por garantir a comunicação no país - deve promover palestras nas escolas, em todos os nível de escolarização, sobre o que causa a ganha de peso e dando destaque a histórias de pessoas gordas que sofrem gordofobia, com o objetivo de acabar com o padrão da violência simbólica contra indivíduos acima do peso.