Debate sobre a gordofobia no Brasil
Enviada em 13/11/2022
A Constituição federal de 1988, o documento jurídico de maior importância do país, prevê, em seu artigo 4.º, o direito ao bem-estar a todo cidadão brasileiro, independente de quaisquer discriminações. Conquanto, tal regalia não tem se reverberado com ênfase, na prática, quando se analisa a falta de debates sobre a gordofobia, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se a imperiosa observação dos fatores que favorecem esse quadro.
Numa primeira visão analítica, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater o pouco interesse populacional sobre mais uma forma de preconceito. Nesse sentido, esse desinteresse em debater o tema gordofobia acaba fortalecendo a desigualdade social no Brasil, assim gerando padrão de beleza, este sendo um fator que acabará afastando as pessoas umas das outras por serem fisicamente diferentes. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, isso ocorre quando o Estado não cumpre com o seu papel de garantir com que a população usufrua de direitos indispensáveis, tal como o bem-estar, independentemente de quaisquer preconceitos, o que desafortunadamente ocorre pela falta de empatia, e isso é evidente em nosso país.
Ademais, é fundamental apontar a falta de empatia como impulsionador de não haver debates sobre a gordofobia no Brasil. Segundo uma pesquisa feita pelo “Grupo Catho” tendo a participação de 31 mil executivos, 65% dos entrevistados afirmaram ter alguma restrição com pessoas acima do peso. Diante desta exposição, é perceptível que não há nenhuma preocupação entre os cidadãos. Logo, é inadmissível que tal cenário continue.
Portanto, o Governo Federal, com o MEC, devem ensinar a todos os brasileiros desde jovens, por meio de palestras ou aulas especiais nas escolas, sobre a importância do respeito, desta fora acabará gerando debates sobre a gordofobia e os seus perigos. Assim, se consolidara uma sociedade empática, onde o Estado desempenha corretamente o “contrato social” tal como afirma John Locke.