Debate sobre a gordofobia no Brasil

Enviada em 18/10/2022

Após a Primeira Guerra Mundial, o diretor alemão Erwin Piscator criou o teatro Épico, que tinha como objetivo modificar a sociedade e desperta-lá para uma reflexão crítica. Na contemporaneidade, é relevante recuperar essa postura reflexiva, pois permite a análise do contexto relacionado à necessidade do debate sobre a gordofobia no Brasil. Visto que, referente problemática persiste atrelada à realidade do país, seja pela violação dos direitos humanos, seja pelo impacto emocional negativo sofrido por tal grupo.

Diante desse cenário, vale destacar que a Constituição Federal de 1988 garante direitos igualitários a todos os cidadãos. Entretanto, o que se observa é a inobediência dessas premissas, haja vista que o preconceito sofrido por pessoas fora de um padrão corporal, faz com que estas não exerçam sua plena cidadania. Sendo assim, tais fatores podem contribuir para a formação de uma sociedade cada vez mais excludente. Dessa forma, os indivíduos que sofrem com a gordofobia sentem-se desamparados perante seus direitos individuais, o que ocasiona outros problemas, como transtornos psíquicos.

Nesse viés, é imprescindível salientar que o risco à saúde psicológica é outro fator que corrobora com a manutenção do problema, uma vez que referente tema é tratado com descaso. Dessa forma, o impacto emocional negativo vivido pela parcela populacional acima do peso, é motivo de alerta. Já que, essa questão é originada no convívio social, fazendo com que seres humanos se distanciem devido suas diferenças pessoais. Nessa perspectiva, tal problemática deve receber uma atenção especial, pois como afirma o escritor português José Saramago, é preciso solucionar as dificuldades e não apenas enxergá-las.

À luz dos fatos mencionados, cabe ao governo federal, em parceria com o Ministério da Cidadania, elaborar projetos e políticas públicas que visem explicitar a importância da prática de respeito independente de aparência física. Tais ações podem ser concretizadas por meio das redes sociais, informando que o sobrepeso não torna indivíduos inferiores a outras pessoas. Além disso, deve-se ministrar palestras mostrando como a intolerância atrapalha o convívio social. Desse modo, solucionar-se-a tais adversidades que atentam contra a dignidade humana.