Debate sobre a gordofobia no Brasil
Enviada em 01/11/2022
Lutas e limitações marcam a história do Brasil. Da colonização à miscigenação, da
exploração aos costumes impostos, o país registra percalços de um povo que se
construiu em uma base histórica distorcida. Hoje, a antiga terra tupiniquim avança
rumo ao progresso, todavia, é preciso superar mazelas, como a gordofobia no Brasil, fomentada pelo individualismo e pela negligência governamental.
Efetivamente, o individualismo existente em grande parte da sociedade pode ser
evidenciado como um problema que impede a resolução da gordofobia. Nesse sentido, segundo o filósofo Zygmunt Bauman, em sua tese “Modernidade Líquida”, a contemporaneidade é marcada pela volatilidade das relações sociais: a fragmentação dos laços afetivos e o individualismo. Sob esse viés, ressalta-se que a passividadecoletiva, perante o preconceito de pessoas acima do peso mostra a realidade Bauniana. Isso acontece, porque, infelizmente, muitos indivíduos, preocupados com seus desejos pessoais e laborais, não se importam com o que ocorre ao seu redor. Por conseguinte, a irresponsabilidade cidadã gera bullying e a inferiorização do sobrepeso.
Ademais, de acordo com a Constituição Cidadã de 1988, todos os direitos básicos são assegurados à população, por exemplo, dignidade, saúde. Entretanto, isso não ocorre de maneira eficaz a todas as parcelas populacionais, haja vista o fato de 42% dos adultos obesos sofrem discriminação segundo o ministerio da saúde. Essa constatação pode ser feita visto que há a nítida negligência governamental perante o problema, pois não acontecem debates sobre o corpo saudável.Desse modo, muitos indivíduos sofrem e têm, infelizmente, o direito a liberdade negligenciado.
Portanto, cabe ao governo instituir parcerias pública-privada, oferecendo isenções de parte dos impostos para grandes empresas como Mc Donalds. Essa ação se dará por meio de campanhas sobre o corpo natural e saudável – promovidas por essas empresas – sobre a gordofobia no Brasil, o que tem como intuito remediar o individualismo e, também, a negligência governamental que irá, finalmente, concretizar o progresso da antiga terra tupiniquim.