Debate sobre a gordofobia no Brasil
Enviada em 04/11/2022
A Constituição Federal de 1988, prevê em seu artigo 5°, o direito à igualdade como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a gordofobia, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Esse cenário nefasto ocorre não só em razão do preconceito, mas também pelo culto ao padrão de beleza.
Em primeiro lugar, deve-se resssaltar a ausência de medidas governamentais para combater o preconceito. Nesse sentido, o comportamento gordofobico está presente no imaginário da sociedade até os dias atuais , atitudes que reforçam a discriminação constrangedora que marginalizam e excluem socialmente os indivíduos. Segundo o filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “Contrato Social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que todos os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a igualdade, o que é evidente no país.
Ademais, é fundamental apontar o padrão de beleza da sociedade como impulsionador do problema no Brasil. Conforme o filósofo Immanuel Kant, os julgamentos acerca da beleza estão baseados em sentimentos de prazer. Diante de tal exposto, a sociedade vê a mulher como objeto, o corpo é subjugado e a pressão para ser perfeita ocasiona diversos problemas psicológicos nas vítimas. Esse tipo de pensamento também é moldado pela mídia. Enquanto modelos e atrizes que estrelo campanhas continuar sendo, magra e dentro de um padrão muitas vezes inatingível,nada vai mudar.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos, para isso é preciso que o governo federal, responsável pelos interesses da administração em todo território nacional, por meio de discussões mais abrangentes nas mídias sociais, mencionando os valores gordofobicos enraizados e estabeleça um ambiente onde todos os indivíduos tenham um tratamento digno de respeito. A fim de minimizar a discriminação entre a nação brasileira.