Debate sobre a gordofobia no Brasil
Enviada em 06/11/2022
Em outubro de 1988, a sociedade conheceu um dos documentos mais importantes da história do Brasil: A Constituição Cidadã, cujo o conteúdo garante à dignidade a todos. Entretanto, é observado o oposto previsto no direito constitucional, já que a prática da gordofobia precisa ser debatida. Logo, faz-se necessário que medidas sejam tomadas para amenizar esse impasse, que tem como principais causas a sensação de superioridade e má influência midiática.
Nesse contexto, a supremacia é um perpetuador da problemática. De acordo com a Teoria da Eugenia, utilizado como base do Nazismo, defende o controle social por meio de seleção de aspectos considerados melhores. De maneira análoga, a questão da gordofobia vai de encontro com a eugenia presente na sociedade, visto que esses indivíduos sofrem discriminação pelas suas características físicas, sendo excluídos da esfera em que estão inseridos. Dessa forma, precisa-se que o problema seja discutido para que não haja mais hegemonia.
Além disso, é coerente apontar que os meios de comunicação impactaram a questão. Segundo Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertida em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, pode-se observar que a mídia, em vez de promover debates que elevam o nível de representatividade, traz ainda mais a consolidação do problema, uma vez que é promovido um padrão de beleza magro e esbelto, oprimindo as pessoas que não se adequam a ele. Desse modo, é necessário medidas para que o pensamento de Bourdieu seja concretizado.
Portanto, é evidente que tais entraves sejam solucionados. Nesse sentido, o Ministério da Cultura, órgão responsável pela proteção da cultura no Brasil, deve promover propagandas e campanhas sobre a gordofobia, em parceria com a grande mídia, a fim de destacar a importância da diversidade. Ademais, divulgar canais de denúncia para os casos de discriminação, por meio de publicidade em paradas de ônibus, metros, redes sociais e televisão. Assem, será comprido o que está prevista na Constituição.