Debate sobre a gordofobia no Brasil

Enviada em 05/11/2022

Em uma organização social harmonioza as diferenças entre os indivíduos devem ser respeitadas e observadas como algo que torna os integrantes únicos e importântes para a homeostase social. Entretanto, no Brasil contemporâneo, a gordofobia é um problema a ser debatido e enfrentado. Nesse sentido, cabe analisar a expectativa de padrões da sociedade e suas consequências.

Diante desse cenário, é notório que a imposição de padrões estéticos é a principal causa desse mal. No tecido social atual, as pessoas que não atendem aos requisitos estéticos propostos pela sociedade sofrem, infelizmente, uma exclusão e uma inferiorização, uma vez que são, por suas diferenças coporais, vítimas de preconceitos e julgamentos, o que afronta a Constituição Federal, de 1988, que afirma que todos são iguais perante a lei e devem ser respeitados em todos os âmbitos. Logo, é inadmissível que, em um país de progresso, uma parcela da população seja desrespeitada dessa maneira.

Ademais, as consequências dessa ocorrência são graves e, por isso, não passam despercebidas. O ativista americano Marthin L. King lutava contra um tipo de preconceito, o racial, que assim como a gordofobia, excluía e diminuía certo grupos de pessoas. Analogamente, essa situação não se restringe a malefícios sociais, já que o desrespeito às pessoas acima do peso gera, nas vítimas, problemas psicológicos de aceitação e de convivência. Desse modo, é inaceitável que, em um tecido social que zela por seus integrantes, essa problemática não seja solucionada.

Portanto, medidas cabíveis devem ser elencadas para resolver ou atenuar o impasse. Dessa forma, o Ministério da Cidadania, órgao responsável pela ordem cidadã brasileira, deve garantir que a gordofobia seja combatida de forma efetiva, por meio de incentivo a denúncia e projetos que auxiliem e oferecam tratamento psicológico as vítimas. Espera-se, com isso, que esses indivíduos sejam respeitados e amparados da melhor maneira pelo Estado brasileiro.