Debate sobre a gordofobia no Brasil

Enviada em 08/11/2022

“É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”. A declaração do ci-entista Albert Einstein, quando analisada sob a atual conjuntura, permite refletir como a gordofobia está enraizada na sociedade brasileira, visto que o problema não apresenta progresso quanto sua erradicação. Dessa maneira, emergem pre-missas relevantes à análise, entre elas a invisibilidade midiática, bem como a saúde mental das vítimas de discriminação.

Mormente, é legítimo evidenciar que a falta de reprensentatividade de pessoas gordas nas mídias é promotora do contexto. Nessa pespectiva, o filme “A pequena Sereia”, por exemplo, narra a história de Ursula, uma personagem corpulenta, quem sente inveja da sereia Ariel por, entre outros motivos, ela ser magra. Conse-quentemente, os te-lespectadores mais jovens concluem que a gordura está rela-cionada algo negativo, tornando o cenário proprício ao bullying. Sendo assim, faz-se necessária uma mudança de postura para ocorrer a transformação do pensa-mento preconceituoso dos tupiniquins.

Outrossim, convém salientar os prejuízos à saúde mental como uma das resul-tantes da gordofobia. Sob essa ótica, na série “Euphoria”, Kat, devido seu peso, é uma vítima de bullying escolar desde a infância , ocasionando a ela problemas de autoestima e confiança. Paralelamente, o deprezo a indivíduos acima do peso, pre-sente no tecido social brasileiro, podem ocasionar a manifestação de doenças psi-quiátricas, como depressão e ansiedade. Além disso, a vontade de mudar seu cor-po, com o objetivo a acabar com a discriminação, muitas vítimas desenvolvem transtornos alimentares, principalmente bulimia e anorexia. Logo, é inadimissível que o preconceito permaneça como uma característica da nação.

É imperativo, portanto, que o poder nacional tome providências. Urge, assim, que o Governo Federal com o apoio das emissoras de televisão, maiores orgãos de influência no Brasil, desenvolvam programas infantis estrelados por personagens diferentes do padrão estético atual. Proporcionando, como finalidade, uma futura nação harmônica com a inexistência de gordofobia.