Debate sobre a gordofobia no Brasil
Enviada em 09/11/2022
Na aclamada série “This is Us”, a personagem principal é acima do peso e a história principal a envolvendo é a pressão absurda sobre emagrecer por achar que ninguém vá ama-lá por ser como é. Embora ficcional, pode-se estabelecer um paralelo com a realidade brasileira, uma vez que é muito comum o debate sobre a gordofobia, mas quase nunca da maneira certa. Dessa forma, urge analisar não só os principais problemas com a saúde mental da pessoa acima do peso, como também a importância da conversa certa como principais responsáveis pelo revés.
De início, pode-se dizer à base de estudos que pessoas acima do peso tem o psicológico afetado pelos comentários que fazem sobre seu corpo e sua saúde. A cantora pop Lizzo, recentemente deu uma entrevista para a “Billboard” sobre os comentários sobre seu corpo, “Sou vegetariana, sigo uma dieta rigída, me exercito duas vezes por dia e as pessoas ainda continuam falando e comentando coisas más em minhas publicações por não ter o corpo magro e perfeito para eles. Na maioria das vezes, isso me deixa mal, como se todo o esforço que faço não valesse para nada.” Como o relato da cantora, as pessoas não se importam com o que o indivíduo faça para o seu bem estar e sim em como eles se sentem acima disso.
Ademais, isso é sobre como a sociedade vê o padrão de beleza e como isso deve ser discutido. Os alunos de psicologia da faculdade USP, fizeram um estudo sobre como pessoas obesas se veêm e como se sentem consigo mesmo, 87% odeiam a aparência física e a sua qualidade de vida, por não estarem no padrão de corpo. A sociedade em si, deve mudar o discurso sobre boa saúde e bem estar quando se trata de manipular um corpo que não é seu, os comentários fogem da realidade e isso pode destruir vidas. É possível falar sobre gordofobia sem despejar comentários maldosos.
Portanto, infere-se a necessidade de combater os problemas causados pelo debate sobre a gordofobia no Brasil. Para isso, é necessário que o Ministério da Saúde junto com o Ministério da Educação façam palestras em escolas e faculdades, visando para adolescentes e adultos a responsabilidade em como esse assunto deve ser tratado, sendo muito mais que um caso de saúde. Desse modo, espera-se uma sociedade mais justa e igualitária.