Debate sobre a gordofobia no Brasil
Enviada em 10/11/2022
O quadro expressionista “O grito”, do pintor Norueguês Edvard Munch, retrata a inquietude, o medo e a desesperança refletido no semblante de um personagem envolto por uma atmosfera de profunda desolação. Para além da obra, observa- se que, na conjuntura brasileira contemporânea, o sentimento de milhares de indivíduos sofrem com a gordofobia que é um grande desafio na sociedade brasileira é, amiudadamente, semelhante ao ilustrado pelo artista. Nesse viés, torna-se crucial analisar as causas desse revés, dentre as quais se destacam a negligência governamental e a desigualdade social.
Partindo desse ponto de vista, é imperioso notar que a indiligência do Estado potencialize a gordofobia. Esse contexto de inoperância das esferas de poder exemplifica a teoria das instituições Zumbis, do sociólogo Zygmunt Bauman, que as descreve como presentes na sociedade, todovia, sem cumprirem sua função social com eficácia. Sob essa ótica, devido à baixa atuação das autoridades, a falta de uma atividade física e dietas não saudáveis, causa um sendentarismo que contribui para a obesidade, o corpo precisa ser saudável e não bonito. Nessa perspectiva, para completa a teoria do estudioso polonês e mudança dessa realidade, faz- se imprescindível uma intervenção estatal.
Ademais, é igualmente preciso apontar a desigualdade social como outro fator que contribui para a gordofobia. Posto isso, de acordo com, Aristóteles, filósofo grego, “a política tem como função preservar a integração entre os indivíduos da sociedade”. Diante de tal exposto, as pessoas são criticadas pelo seu corpo acima do peso, por conta que muitas das vezes não tem acesso a medicamentos e nem a profissionais, sofrendo com preconceito, causando o isolamento social, baixa autoestima, sintomas depressivos, transtornos mentais, como ansiedade e a depressão. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Diante disso, portanto, são necessários medidas capazes de mitigar a gordofobia. Dessarte, a fim de diminuir esse impasse social, é preciso que o Governo Federal assegure o bem social de todos os brasileiros, tendo em vista inponderável estatal, investir em medicamentos de tratamento e profissionais da saúde, por meio de divulgação, campanhas e caminhadas, para diminuir o sedentarismo.