Debate sobre a gordofobia no Brasil
Enviada em 12/11/2022
A constituição de 1988 - norma de maior hierarquia jurídica na sociedade brasileira - assegura a quaiquer cidadãos o direito à dignidade e ao respeito. Entretanto, no Brasil, tal teorização não se aplica, uma vez que as pessoas consideradas ‘‘gordas’’ são vítimas de intensos preconceitos, caracterizando a gordofobia. Com efeito, pontua-se a suavização da preconização em sociedade, além da falta de intervenção de instituições educaionais, como precursores da problemática, havendo a necessidade de debates sobre.
Diante disso, é válido mencionar a influência da passividade da sociedade perante a atos de gordofobia. Sobre isso, Hannah Arendt - unânime filósofa alemã -, em seu conceito ‘‘Banalidade do mal’’, destacou que atitutes cruéis são banalizadas em sociedade e, assim, se tornam parte do convívio social. Nesse sentido, no Brasil, os indivíduos não se responsabilizam em contrbuir para a eliminação de estigmas, de modo que, em casos preconceitos gordofóbicos - os quais carregam expressões como ‘‘baleia’’ e ‘‘bola’’ -, as pessoas não são capazes de realizar denúncias, por exemplo. Assim, as indivíduos obesos são alvos de diversas opressões, de modo a dignidade é afetada, apesar da presença do Estado Democrático de Direito.
Além disso, é justo perceber a negligência das instituições de ensino em promover a regressão da problemática. Para tal, o educador brasileiro Paulo Freire desensenvolveu a obra ‘‘Pedagogia do Oprimido’’, em que, ao falar sobre o academicismo, pontou que os conteudos introduzidos em ambiente acadêmico são incoerentes com a realidade do aluno. Nesse viés, tal cenário se configura em sociedade, uma vez que, apesar da relevância do debate sobre a gordofobia, as escolas não desenvolvem iniciativas, como palestras ou rodas de conversas, as quais teriam potencial para desenvolver pensamentos contra o preconceito aos obesos nos jovens - investimento que alteraria o comportamento da próxima geração-. Com isso, enquanto a inoperância das escolas for a regra, os alunos concientes serão a excecão, uma vez que o academicismo se mostra persistente.
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