Debate sobre a gordofobia no Brasil
Enviada em 22/07/2023
“Ninguém respeita constituição, mas todos acreditam no futuro da nação”. Nesse trecho da música “que país é esse?”, da banda Legião Urbana, há a denúncia acerca de diversos problemas sociais. Na realidade brasileira, isso pode ser observado na medida em que a negligência governamental e a fragmentação dos laços afetivos são desafios que impedem o fim da gordofobia no Brasil.
Efetivamente, de acordo com a Constituição de 1988, direitos básicos são assegurados à população, por exemplo, dignidade, saúde. Entretanto, isso não ocorre de maneira eficaz a todas as parcelas populacionais, haja vista o fato de ainda existirem desafios para impedir a gordofobia. Essa constatação pode ser feita, visto que há a nítida negligência governamental perante o problema, pois não acontecem debates que elevem o nível de informação da população sobre os estereótipos negativos relacionados a milhares de pessoas que se sentem desvalorizadas e inferiores por estar acima do peso, permitindo que os agressores fiquem impunes e as vítimas permaneçam exportas a um ambiente traumático. Desse modo, indivíduos sofrem maus-tratos, passam por situações degradantes e têm, infelizmente, o direito à dignidade ferido.
Ademais, a fragmentação dos laços afetivos, em grande parte da sociedade, é outro desafio que tem impedido o fim da gordofobia em questão no Brasil. Nesse sentido, segundo o filósofo Zygmunt Bauman, em sua tese “Modernidade líquida”, a contemporaneidade é caracterizada pela volatilidade em relação aos direitos e aos deveres constitucionais, bem como é denunciado em “Que país é este?” — preocupados, unicamente, em satisfazer desejos laborais e pessoais — ignoram o debate sobre a gordofobia. Tal situação impede a resolução do imbróglio e prejudica diversos indivíduos a terem o respeito necessário, então, vivem situações degradantes.
Portanto, para garantir os benefícios previstos pela Convenção Americana de Direitos Humanos, as escolas — responsáveis pela transformação social — devem estimular a população a solicitar melhorias em relação ao debate sobre a gordofobia na realidade brasileira, por meio de projetos pedagógicos, como palestras capazes de mobilizar o Estado e a sociedade. Essa iniciativa teria finalidade de garantir os direitos descritos pela Constituição de 1998.