Debate sobre a gordofobia no Brasil

Enviada em 08/08/2023

De acordo com a Lei da Inércia de Isaac Newton, a tendência de um corpo é permanecer em repouso quando nenhuma força é exercida sobre ele. Seguindo esse raciocínio, é possível observar uma situação semelhante no que diz respeito à questão da gordofobia no Brasil, a qual permanece como um problema na socie-dade, sem uma intervenção eficaz para resolvê-la. Nesse contexto, torna-se essen-cial analisar esse cenário, o qual está ligado à falta de abordagem do assunto nas escolas e à manipulação midiática.

Torna-se evidente, dessa forma, que a ausência de debate nas escolas cristaliza a mazela da gordofobia no país. Isso acontece, pois, as instituições de ensino conti-nuam sendo berço para a discriminação, já que de acordo com a pesquisa reali-zada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), mais de 18% dos estudantes relatam sofrer bullying relacionado à sua aparência física. Nesse viés, ter uma ampla abordagem do tema nesses locais, seria de extrema importância para mudar a mentalidade sobre essa intolerância no Brasil.

Ademais, outro ponto relevante nessa temática, é a manipulação midiática que a sociedade é imposta. De acordo com o escritor Allen Ginsberg, quem controla as comunicações, controla a cultura. Nesse sentido, a idolatria do “corpo perfeito” em redes sociais e programas de televisão, faz com que o indivíduo enxergue pessoas fora desse padrão como imperfeitas e deméritos. Logo, essa invisibilidade do corpo gordo nos instrumentos comunicacionais agrava o preconceito e a disseminação de um estilo corporal ilusório e precisa amplamente ser combatida.

Pode-se perceber, portanto, que medidas públicas são necessárias para alterar esse cenário. Assim sendo, o governo federal, via parceria com o Ministério da Educação e com o Ministério das Comunicações, deve conscientizar a população a respeito das consequências físicas e emocionais causada pela rejeição às pessoas com sobrepeso, por meio de palestras nas escolas e propagandas didáticas nas mídias e nas redes sociais, como Facebook e Instagram, de modo a reverter a ignorância sobre o assunto na malha social brasileira. Com isso, mover a nação de forma a sair da inércia supracitada e moldar uma sociedade livre do preconceito e baseada no respeito ao próximo.