Debate sobre a gordofobia no Brasil
Enviada em 29/02/2024
Segundo a pensadora Leticia Muniz, “tem pessoas que não são contratadas por serem gordas, porque acham que aquela pessoa não vai ser boa e vai fazer a empresa ser mal vista”. Dessa forma, a maioria das pessoas confundem gordofobia com pressão estética, mas, há uma grande diferença entre os dois termos. Diante disso, a pressão estética atinge muitas pessoas principalmente as mulheres, pois estamos submetidos a um padrão de beleza imposto.
Conforme o pensador Paulo Vieira, “a gente passou por um processo que o gordo é axessualizado imediatamente. O gordo não beija, não transa, sobretudo, o preto gordo”. De acordo com uma pesquisa realizada pela Dove, em 2019, revela que aproximadamente 70% das mulheres se sentem representadas por imagens que veem no seu dia a dia e 96% delas não se sentem bonitas. Essa pressão estética apontada pela pesquisa impondo uma padrão de beleza inatingível.
Outrossim, a gordofobia é um preconceito que deve ser discutido, porém o corpo em forma pode ser uma questão de saúde. Nesse viés, quando falamos de gordofobia, estamos falando de discriminação e sobre vista como doente sem nenhum exame que comprove isso. Assim, falando de exclusão social, viver numa sociedade extremamente racista e gordofóbica faz o indivíduo odiar o seu corpo desde a infância quando sofre bullying na escola sendo chamado de “gordinho” e não pelo nome. Em contraste, ter um corpo saldável não deve ser considerado como magreza, já que há pessoas magras que não são saldáveis.
Destarte, cabe ao Ministério da Educação(MEC), usar recursos públicos para elaborar uma disciplina específica na Base Nacional Comum Curricular(BNCC), que aborde sobre gordofobia, xenofobia e racismo, a fim de desconstruir essa descriminação. Contudo, cabe também ao MEC desenrolar nessa disciplina hábitos saudáveis de vida, como exercícios físicos e alimentação saldável.