Debate sobre a implementação da telemedicina no Brasil

Enviada em 28/09/2021

O conceito de entropia da Física mensura o grau de desordem em um sistema termodinâmico. No entanto, fora das ciências naturais, no que concerne ao debate sobre a implementação da telemedicina no Brasil, percebe-se a configuração de um problema entrópico, em virtude do caos na presente questão. Com efeito, evidencia-se a necessidade de promover melhorias no que tange a qualidade da internet, assim como sua acessibilidade.

Primeiramente, é importante destacar que, de acordo com as Declarações Universais dos Direitos Humanos, todos têm o direito à saúde. Dessa forma, a telemedicina vem colaborando para que mais pessoas tenham facilidade de garantir a manutenção da sua integridade física e mental. Ademais, um exemplo disso são as consultas psicológicas que, em muitos casos, ocorrem de forma remota, ou seja, a telessaúde oferece mais agilidade no atendimento, ofertas de profissionais, melhores preços além de outras benesses.

Entretanto, cabe salientar, como mostram os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que apenas metade dos brasileiros possuem acesso à internet, e ela não ideal, dada a qualidade ruim do serviço. Contudo, embora haja uma regulamentação do serviço remoto direcionado à saúde, não existe um suporte eficiente no Brasil que faça com que essa tecnologia chegue para todos. Ou seja, são poucas as pessoas que podem usufruir dos benefícios da telemedicina, o que torna essa ferramenta pouco democrática.

Em virtude dos fatos mencionados, é necessário que o Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Tecnologia e Desenvolvimento, promovam ações que ajam sobre óbice. Isso pode ser realizado por meio da criação e difusão de serviços de banda larga que sejam eficientes e gratuitos para a população, com o fito de tornar esse recurso algo democrático. Assim, geraria-se mais saúde e qualidade de vida para todos. Logo, o problema tratado aqui poderia ser solucionado de forma eficiente.