Debate sobre a implementação da telemedicina no Brasil

Enviada em 09/12/2020

Na segunda metade do século XVIII, o capitalismo industrial surgiu como uma nova fase de sistema econômico, em meio a processos de revoluções politicas e tecnológicas. Nesse contexto, em relação ao fato histórico supracitado, tais revoluções tecnológicas são insuficientes para coibir a desigualdade no país, visto que grande parte da sociedade não possui acesso a internet, o que acarreta problemas técnicos na implementação da telemedicina no Brasil. Por essa razão, faz-se necessário pautar o precário suporte tecnológico da população e o déficit estrutural da saúde pública.

Em primeiro plano, convém ressaltar o precário suporte tecnológico da população como fator que dificulta inserir a telemedicina nos estados brasileiros. De acordo com a ONU ( Organização das Nações Unidas), Brasil esta em 43º lugar no ranking de desenvolvimento tecnológico mundial, e tem atraso em disponibilidade de internet no país. Nesse modo, o exposto evidencia o escasso acesso à tecnologia pela população, o que torna difícil a prática de interação médico e paciente pelo meio remoto, visto que a sociedade em maioria não possui acesso à redes de qualidade. Com isso, nota-se a precária estrutura para inserir a cultura de utilização da telemedicina.

Em segundo plano, o déficit estrutural da saúde pública brasileira corrobora a perpetuação dos desafios em assegurar o serviço médico a distância. Segundo a série da Netflix “Gray’s Anatomy”, a organização de saúde americana é repleta de tecnologias para auxiliar a comunicação entre médicos e pacientes. Nessa perspectiva, o seriado estadunidense difere da realidade brasileira, já que a rede de saúde pública do país encontra-se em péssimas condições orçamentarias e estruturais, em que há a falta de medicamentos e recursos tecnológicos nos hospitais. Consequentemente, gera-se precária condição de tratamento da população, visto que promove obstáculos para garantir o atendimento médico remoto.

Em virtude dos fatos mencionados, medidas públicas são necessárias para alterar esse cenário. Logo, cabe ao Governo Federal garantir o acesso à internet aos brasileiros, através da implantação de redes em praças e prédios públicos, para que facilite instaurar a teleconsulta médica no século XVIII. Além disso, o Ministério da Saúde deve aperfeiçoar a gestão e aumentar os investimentos no SUS (Sistema Único de Saúde), por meio de alterações administrativas, a fim de assegurar tratamentos de qualidade, medicamentos, e instrumentos tecnológicos, assim como proporcionar atendimentos à distância que auxilie a disponibilizar o acesso à saúde para todos os indivíduos. Portanto, somente assim, será possível permitir que revoluções tecnológicas sejam suficientes para coibir a desigualdade social, e garantir a disponibilidade de internet de qualidade no Brasil.