Debate sobre a implementação da telemedicina no Brasil
Enviada em 27/11/2020
A Revolução Industrial foi um marco histórico ocorrido no século XVIII, se expandindo e modificando o restante dos continentes ao decorrer das décadas. Uma das principais inovações da época foi o motor a vapor e a criação da indústria capitalista. Apoiada nessas inovações iluministas, a Revolução Técnico-Científica evoluiu os métodos de comunicação da década de setenta, adicionando computadores e uma rede invisível que conectava o globo — a internet. A medicina tradicional, que ocorre de forma presencial, sofreu as mudanças dessa sociedade globalizada com a telemedicina, uma assistência médica remota. Cabe analisar, portanto, a implementação desta por conta dos trâmites de locomoção presentes na medicina tradicional, bem como os baixos custos que a prática via web demanda.
Em primeiro lugar, é importante ressaltar que o uso da telemedicina é feito mediante a posse de um meio eletrônico, seja celular, computador ou tablet, conectado à uma rede de internet. Diante dessa realidade, o uso desse meio é de fácil realização para uma ampla gama de esferas sociais, tornando a crescente democratização da internet uma grande difusora e facilitadora das consultas online. Além disso, considerando as distâncias cobertas pela rede, é possível afirmar que os dois tipos de medicina se complementariam de forma a melhorar a qualidade de saúde de uma nação. Afinal, segundo Steve Jobs, fundador da Apple, a tecnologia move o mundo.
Ademais, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 2020, metade dos brasileiros vive com menos de quinze reais por dia. Assim, é previsível imaginar uma superlotação no atual sistema de saúde brasileiro, o SUS (Sistema Único de Saúde), gratuito e efetivo, porém com altas demandas devido a impossibilidade de grande parte da população custear planos de saúde particulares. A telemedicina, atualmente autorizada apenas durante a pandemia do coronavírus, segundo dados do Diário Oficial da União, se autorizada em sua totalidade, tem a capacidade tanto de gradualmente desobstruir as instituições de saúde como diminuir o capital e/a burocratização envolvida em consultas presenciais, criando um caminho para a democratização da saúde no país.
Por fim, são necessárias medidas para a implementação da telemedicina. Urge que o Ministério da Saúde faça uma pesquisa para a legalização da medicina online e entregue a proposta à Câmara dos Deputados por meio de um projeto de leis. Em conjunto, o Ministério das Comunicações deve investir e disponibilizar salas de informática com computadores gratuitos para a população de baixa renda, situação que deve ser comprovada mediante documentação, para a eventual realização das consultas online. Dessa forma, é possivel debater para implementar esse tipo de medicina no país.